Uma das principais características do mundo da numismática, é que os valores das moedas raras no Brasil costumam ser dinâmicos. Isso significa afirmar que o patamar de venda de uma peça hoje, pode não ser o mesmo patamar de venda da mesma peça amanhã. Por isso, em muitos casos a dica é não repassar o exemplar logo em primeiro momento.
Um caso clássico que ajuda a exemplificar esse movimento, é o da moeda de 1 real que faz uma homenagem aos 40 anos do Banco Central (BC). Essa é uma das peças mais conhecidas no meio da numismática. Mas o que chama mais atenção, é a velocidade com que os seus valores são atualizados.
Desse modo, caso você tenha a moeda de 40 anos do Banco Central, a dica é não repassar o exemplar e escolher o melhor momento para vender a peça.
De que moeda estamos falando
Mas antes de mais nada, vamos nos debruçar sobre as principais características naturais da moeda de 1 real dos 40 anos do Banco Central. Abaixo, você pode ver uma lista com as principais indicações dessa peça:
- Material: inox+bronze;
- Diâmetro: 27,0 mm;
- Peso: 7,00 g;
- Espessura: 1,95 mm;
- Bordo: serrilhado interm.;
- Eixo: reverso moeda (EH);
- Circulação: de 23/09/2005 a atual;
- Desenho do Anverso: Logomarca oficial para as comemorações dos 40 anos da instituição, com referência direta da perspectiva do Edifício-Sede em Brasília e a legenda BC, além das inscrições BANCO CENTRAL DO BRASIL e 1965 40 ANOS 2005;
- Desenho do Reverso: No anel dourado, grafismo indígena marajoara. No núcleo prateado, esfera sobreposta por uma faixa de júbilo, que, com a constelação do Cruzeiro do Sul, faz alusão ao Pavilhão Nacional, e os dísticos correspondentes ao valor facial e ao ano de cunhagem.
O Plano Real
O Plano Real foi um programa econômico iniciado em 27 de fevereiro de 1994, implementado ainda no governo do ex-presidente Itamar Franco. Entre outros pontos, o plano incluía a criação de uma nova moeda para o Brasil: o real.
Segundo economistas, o Plano Real foi a mais ampla medida econômica da história do Brasil. O principal objetivo do projeto era a controle da hiperinflação que assolava o país já há algumas décadas. Vários economistas colaboraram com o projeto, incluindo o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que viraria presidente em seguida.




