De acordo com um levantamento realizado pelo G1 com base em dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o número de pedidos de seguro-desemprego durante o ano de 2021 foi o menor desde 2006. Para o Ministério, essa queda tem relação com o Benefício de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) e da alta taxa de trabalhadores brasileiros no mercado informal.
Durante 2021 foram feitos 6.087.576 requerimentos do seguro-desemprego. Esse valor é 10,3% menor do que os pedidos feitos no ano de 2020, onde houveram 6.784.120 requerimentos no total.
Hoje no Brasil, possui direito ao seguro-desemprego trabalhadores que atuaram em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e foram demitidos sem justa causa. O valor e quantidade de parcelas recebidas pelo trabalhador dispensado depende da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão.
O valor máximo das parcelas do seguro-desemprego no Brasil é de R$ 2.106,08, devendo ser pago aos trabalhadores com salário médio acima de R$ 3.097,26. Além disso, o valor pago aos segurados não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, atualmente de R$ R$ 1.212,00.
Trabalhadores no mercado de trabalho informal
Um fator que acaba pesando nos números do seguro-desemprego no país é a informalidade no mercado de trabalho. Atualmente, a cada dez trabalhadores no Brasil, 4 não possuem carteira assinada e direitos trabalhistas garantidos. Dados mais recentes sobre a taxa de desemprego no Brasil apontam que cerca de 40,6% dos brasileiros atuam no mercado informal.



