O TST (Tribunal Superior do Trabalho) estabeleceu, no início de 2023, novas diretrizes relativas à utilização de medidas não tradicionais para a execução de débitos. Por exemplo, agora tem a apreensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), a suspensão temporária de cartões de crédito e a retenção de passaportes de pessoas inadimplentes.
Essa determinação gerou inquietação em muitos cidadãos brasileiros e levantou incertezas sobre quais situações podem ser abrangidas por essa regulamentação. Para obter informações mais detalhadas acerca da apreensão da CNH, continue lendo o artigo abaixo.
Dívidas podem ter sérias consequências com medidas coercitivas
As medidas coercitivas são penalidades destinadas a criar inconvenientes significativos para o devedor, com o objetivo principal de pressioná-lo a pagar suas dívidas. Essa “incomodação” busca forçar o devedor a quitar suas obrigações financeiras.
Com base nos Artigos 139, IV e 297 do Código de Processo Civil (CPC), foi introduzido o chamado “poder geral de cautela”. Ele concede ao juiz a prerrogativa de adotar medidas coercitivas não previstas expressamente na legislação, ou seja, medidas coercitivas atípicas.
Entre essas medidas, as mais comuns incluem a:
- Suspensão da CNH;
- Retenção do passaporte;
- Bloqueio de cartões de crédito do devedor, caso este se recuse a quitar a dívida objeto da execução.
Essas medidas representam uma ferramenta adicional à disposição do judiciário para garantir o cumprimento das obrigações financeiras. Ademais, podem ser aplicadas em casos específicos em que o devedor não cumpra suas responsabilidades de pagamento. No entanto, é importante entender as circunstâncias em que essas medidas podem ser adotadas e o processo pelo qual são implementadas.
CNH pode mesmo ser confiscada?
Após o não pagamento de uma dívida, o credor geralmente entra com uma ação judicial para recuperar os valores devidos. No entanto, é comum que, mesmo após uma decisão judicial favorável, o credor não encontre bens em nome do devedor, sejam eles móveis ou imóveis, e o devedor permaneça inadimplente.
Nesse cenário, se for constatado que o devedor possui recursos para quitar a dívida, o credor pode solicitar, no próprio processo de execução, a aplicação de medidas coercitivas para garantir a recuperação do crédito. Um advogado especializado em recuperação de crédito, ao fazer essa solicitação ao juiz, pode sugerir restrições ao devedor. Assim, ele se baseará em seus hábitos e padrão de vida, com o objetivo de pressionar o pagamento da dívida.



