Por que a agência de viagens 123Milhas cancelou as emissões de passagens de uma linha promocional que já estava sendo comprada por vários consumidores? Esta é uma pergunta que está sendo feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e que vai precisar ser respondida pela empresa.
O anúncio do cancelamento foi feito ainda na sexta-feira (18), e já no sábado (19), o Ministério do Turismo lançou uma nota afirmando que acionaria a Senacom para tratar sobre o tema. Agora, a Secretaria afirma que está acompanhando o caso e quer explicações sobre as razões do cancelamento das passagens.
“Caso sejam identificadas irregularidades no ressarcimento aos consumidores, abriremos processo administrativo que poderá resultar em sanções à empresa”, disse o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, por meio de suas redes sociais oficiais nesta segunda-feira (21).
“A empresa não pode, por exemplo, oferecer apenas a opção de voucher para ressarcir os clientes, que têm o direito de optar pelo ressarcimento em dinheiro”, seguiu ele.
O que diz a 123milhas
Ainda na última sexta-feira (18), a 123milhas se pronunciou sobre o caso e disse que vai devolver integralmente todos os valores que foram pagos pelos clientes, com direito a correção monetária acima da inflação.
“Devido à persistência de circunstâncias de mercado adversas, alheias à nossa vontade, a linha PROMO foi suspensa temporariamente e não emitiremos as passagens com embarque previsto de setembro a dezembro de 2023″, alegou a agência.
Contudo, a devolução em questão vai ser feita através de vouchers. Tratam-se de documentações que poderiam ser usadas pelos clientes para comprar outros pacotes de viagens. Membros do Governo Federal, no entanto, dizem que este sistema de devolução adotado pela 123milhas não seria razoável.

Ministério da Justiça
Assim como o Ministério do Turismo, o Ministério da Justiça também se pronunciou sobre o caso. De acordo com a pasta, a 123milhas não pode oferecer vouchers como única fórmula de devolução do dinheiro, e afirma que o cidadão tem direito de pedir o saldo em espécie.



