A semana que está por começar poderá ser muito decisiva para o futuro do salário mínimo no Brasil. Ao menos foi o que sinalizou o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) nesta sexta-feira (18). De acordo com o presidente do Congresso Nacional, a ideia é usar os próximos dias para focar na Medida Provisória (MP) que trata sobre o tema.
O motivo desta decisão é claro: caso este documento não seja votado até o próximo dia 28, ele perde oficialmente a validade, o que poderia prejudicar milhões de trabalhadores, além de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). São cidadãos que dependem do salário mínimo.
“Uma coisa é certa; nós vamos reservar a semana que vem para apreciar a MP do salário mínimo e a correção do imposto de renda, que é muito importante, e vamos avaliar se a questão da tributação das offshores vai ser por medida provisória ou projeto de lei e, eventualmente, até com urgência na Câmara dos Deputados depois do Senado”, disse o presidente do Congresso.
O que diz a MP
A Medida Provisória do salário mínimo já foi previamente aprovada em comissão mista na última semana. Agora, o documento precisa ser aprovado nos plenários da Câmara e do Senado até o próximo dia 28 de agosto. Caso contrário, o texto vai perder foça de lei.
Os três principais pontos definidos pela MP são:
- Manutenção do salário mínimo na casa dos R$ 1.320 até o final deste ano de 2023;
- Criação de um Plano Nacional de Valorização do Salário Mínimo;
- Manutenção do aumento da isenção do imposto de renda de R$ 1,9 mil para R$ 2,6 mil na prática.
Os dois primeiros pontos citados são mais claros e contam com mais apoio dos parlamentares tanto na Câmara dos Deputados, como no Senado Federal. O grande ponto de divergência está mesmo no terceiro ponto, que diz respeito ao processo de aumento da isenção do Imposto de Renda.




