A novela envolvendo o Ministério da Fazenda e a varejista chinesa Shein ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (14). O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) a efetivação da empresa asiática no programa Remessa Conforme. A entrada deverá impactar os preços dos produtos da companhia para os consumidores brasileiros.
O Remessa Conforme é um programa criado pelo Ministério da Fazenda que indica a criação de um novo conjunto de regras para a compra de produtos importados por pessoas que estão no Brasil. A ideia é organizar todo o sistema de taxação destes itens.
O que muda na Shein
De antemão, é possível adiantar que os itens que custam menos do que US$ 50 estarão completamente isentos do chamado imposto de importação, que tinha uma alíquota de 60%. Contudo, estes produtos seguirão tendo que pagar um ICMS de caráter estadual, que tem uma alíquota unificada de 17% em todo o país.
Em contrapartida, a Shein precisa se comprometer a respeitar todas as demais regras de isenção de impostos que estão sendo indicadas pelo país. Produtos que custam mais do que US$ 50, precisam pagar o imposto de importação de 60% e também o ICMS de 17%.
Em resumo, a Shein fica obrigada a:
- fazer o repasse dos impostos cobrados;
- detalhar para o consumidor informações sobre os valores de impostos, tarifas postais e demais despesas;
- colocar no pacote enviado ao consumidor de maneira visível, no campo do remetente, a marca e o nome da empresa em questão;
- realizar o combate ao descaminho e contrabando.
Tempo de entrega
Outra mudança importante é que a partir de agora, a empresa vai ter a obrigação de mostrar o tamanho da taxação do produto já no momento da compra. Assim, quando o item custar mais do que US$ 50, o consumidor poderá ver qual será o valor total do carrinho e decidir se vai querer comprar o item ou não.
Com esta medida, o Ministério da Fazenda avalia que os produtos deverão chegar mais rapidamente nas casas dos consumidores. Antes, estes itens demoravam porque precisavam passar por um longo processo de investigação aduaneira que tem pontos de checagem em apenas três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

Como funcionava até agora
Antes de conseguir esta certificação no Remessa Conforme, os clientes da Shein costumavam viver em uma espécie de roleta russa de emoções. Até aqui, o cidadão poderia pagar o imposto ou não. Tudo dependia da fiscalização da alfândega.



