A proposta de Reforma Tributária, que está em fase de votação na Câmara dos Deputados nesta semana, promete trazer mudanças significativas para o regime do Simples Nacional.
Visto que o coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária, deputado federal Reginaldo Lopes, assegurou que as empresas enquadradas no Simples só têm a ganhar com essa nova proposta.
Mudanças propostas na Reforma Tributária quanto ao Simples Nacional
Durante uma reunião realizada na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o deputado Reginaldo Lopes destacou a atual dificuldade enfrentada pelas pequenas empresas ao venderem para grandes empresas.
Isso devido aos custos adicionais de alíquota impostos pela substituição tributária. Com a reforma, a situação se reverte, pois as pequenas empresas passarão a receber créditos tributários.
Alteração dos limites de faturamento do Simples Nacional
Conforme informações oficiais, o deputado federal Marco Bertaiolli ressaltou a urgente necessidade de elevar os limites de faturamento das empresas enquadradas no Simples.
Desse modo, ele enfatizou que a reforma tributária é fundamental para garantir a competitividade do Brasil no cenário mundial. Contudo, para isso, a manutenção do Simples Nacional deve ser incluída nesse processo. Assim como a atualização das tabelas.
Muitas empresas podem ser afetadas
De acordo com Bertaiolli, “98% das empresas brasileiras” não serão afetadas pela reforma. Uma vez que fazem parte do Simples, regime que manterá as regras tributárias atuais.
Além disso, ele também mencionou que o percentual de empresas beneficiadas subirá para 99%. Caso a emenda que propõe a atualização do teto de faturamento do Simples seja aprovada.
Impactos da Reforma Tributária para a pessoa jurídica
O presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine, expressou preocupação com a atual proposta da reforma tributária. Assim, afirmando que é necessário um tempo maior para a maturação do texto antes de ser levado à votação. Dessa forma, ele acredita que os setores de Comércio e Serviços poderão ser severamente impactados pela proposta em questão.
Mudanças na gestão de recursos?
Contudo, no intuito de adiar a votação do texto da reforma, o presidente da ACSP se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Visto que este é contra a criação do Conselho Federativo. Sendo o órgão que será responsável pela gestão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).



