O julgamento sobre o processo de correção dos valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ocorrer durante esta semana no Supremo Tribunal Federal (STF).
A excelente notícia para os trabalhadores com carteira assinada que acaba de sair hoje no Notícias Concursos é que a análise do tema, então, deverá ocorrer na próxima quinta-feira, 27 de abril, podendo ser concluída ainda nesta semana.
O debate do assunto acabou em suspensão no decorrer da última semana pela ministra Rosa Weber. Isto é, após a apresentação dos votos dos ministros Luís Roberto Barroso e André Mendonça, que se posicionaram a favor da alteração na correção do fundo.
Barroso é relator da ação que trata sobre a revisão do STF. Assim, o ministro defendeu que a quantia no fundo dos trabalhadores deve, pelo menos, ter a remuneração da poupança. Já durante seu voto, André Mendonça destacou que reforçaria a fala do relator do tema.
Para Barroso, a remuneração do FGTS não pode ser inferior do que a caderneta de Poupança. Desse modo, o ministro também frisou que o modelo atual do fundo não pode ser considerado razoável.
No entanto, ele também destacou que o novo modelo não deverá ser retroativo e somente passaria a valer após a publicação da ata do julgamento. Portanto, o pagamento dos valores retroativos não aconteceria, apenas da data da decisão em diante.
FGTS rende menos que a poupança
Atualmente, o retorno do FGTS gira em torno de 3% ao ano mais a TR (Taxa de Referência), que rende próxima de zero. Por meio deste formato, a atualização da quantia no fundo acaba ficando abaixo da inflação.
Isso significa, então, que o poder de compra do trabalhador não se atualizaria, ficando defasado ao longo dos anos.
Segundo as regras atuais, o trabalhador recebe sua remuneração, que, por exemplo, sendo um salário mínimo, é de R$ 1.302, indo 8%, ou seja, R$ 104,16, para o FGTS. Assim, dentro de um período de 10 anos isso resulta em um montante de R$ 15.031.
Já no caso do modelo que o ministro do STF Luís Roberto Barroso defende leva em consideração o índice de 6,17% na caderneta de poupança. Desse modo, o valor total acumulado chegaria a R$ 16.413, ou seja, R$ 1.400 a mais, o que representaria 9,2% acima do resultado do FGTS hoje em dia.
No entanto, as duas situações apresentam valores menores do que a inflação, calculada por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 120 meses. Caso os valores fossem atualizados através do índice de inflação, seu valor acumulado chegaria a R$ 16.928, R$ 1.900 a mais.
O FGTS funciona como uma espécie de poupança disponível. Assim, o trabalhador pode usá-lo em período de dificuldades ou desemprego, por exemplo. Contudo, de acordo com alguns especialistas, o Fundo acaba funcionando como um castigo, já que os valores possuem um rendimento menor do que o índice da inflação.
O que é o processo de revisão do FGTS?
A revisão do FGTS se trata de uma ação judicial que questiona a constitucionalidade do procedimento de correção dos valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Atualmente, o retorno que o fundo gera é de cerca de 3% ao ano, mais a TR. Pela aplicação deste método, então, a atualização dos valores do trabalhador acaba ficando abaixo dos níveis de inflação. Portanto, deixando de repor suas perdas.
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