Seis dos nove ministros da 2ª seção votaram na quarta-feira (8/6) a favor de que a lista de procedimentos realizados através dos planos médicos de saúde seja restrita à lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Isso quer dizer que os convênios não precisam mais realizar tratamentos e cirurgias que não estão presentes na relação da ANS. Nesse sentido, há uma restrição aos procedimentos, que incluem cirurgias, terapias, exames e o provimento de medicamentos.
De acordo com declaração no twitter, o Instituto de Defesa do Consumidor (IDC) criticou a resolução do STJ afirmando que a decisão foi contra o anseio da sociedade, que era a favor de uma resolução mais inclusiva.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) também participou da discussão, considerando a decisão do STJ taxativa. Ademais, em nota enviada ao Supremo, o conselho afirmou que a decisão irá afetar a vida de milhões de pessoas, por todo o país.
Nem todos foram contra a deliberação. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) afirmou que achou a resolução favorável. Todavia, para a entidade, há uma garantia da segurança do paciente, além de uma maior sustentação aos planos de saúde. Segundo a federação, a lista da ANS é ampla e cobre as doenças relacionadas à CID da OMS.
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Quem votou na decisão do STJ
Houve uma discussão para o entendimento se o Supremo iria apoiar uma maior cobertura dos planos de saúde ou uma proposta restritiva. Analogamente, a decisão da restrição aos procedimentos médicos foi de seis votos a favor e três contra. Há ainda a possibilidade de recurso no STF.
Quem votou a favor da restrição aos procedimentos médicos foram o relator, ministro Luis Felipe Salomão, e os ministros Villas Bôas Cueva, Raul Araújo, Marco Buzzi, Marco Aurélio Bellizze e Isabel Gallotti.
Os ministros em defesa de uma ampliação foram três, Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino e Mauro Ribeiro.
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Exceções à regra
A lista da ANS é taxativa. No entanto, há algumas exceções. É o caso do Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendar terapias específicas, que não constam na lista, os planos de saúde deverão arcar com a decisão. Acima de tudo, estão incluídos tratamentos contra o câncer e alguns tipos de medicações.



