Quatro meses depois de assumir o poder, membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não fecharam completamente o desenho do programa Bolsa Família. Nesta quarta-feira (10), o poder executivo publicou uma portaria estabelecendo a criação de um grupo de trabalho para discutir novas alterações.
As propostas de mudança devem atingir as atuais regras de entrada e de permanência no programa social. Tais propostas poderão valer não apenas para o Bolsa Família mas também para outros programas sociais capitaneados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome.
Quais são as regras atuais do Bolsa Família?
Pelas regras atuais, o Governo Federal exige que o cidadão tenha uma conta ativa e atualizada no sistema do CadÚnico. Além disso, é necessário ter uma renda per capita de até R$ 218 por mês. Quem cumpre estas regras, passa a ter uma chance de entrada no Bolsa Família.
Uma vez selecionado para o programa, o cidadão precisa seguir as chamadas regras de permanência. Atualmente, elas são:
- realização de exames pré-natal (para grávidas);
- cumprimento do calendário de vacinação;
- acompanhamento do estado nutricional de crianças até 7 anos;
- frequência escolar mínima de 60% a 75% (varia de acordo com a idade).
Propostas de mudanças no Bolsa Família
1. Critérios de exigência
O grupo de trabalho que está se formando hoje terá a função de discutir se as regras que estão dispostas atualmente no Bolsa Família são realmente justas. Os integrantes poderão propor, por exemplo, novos critérios de exigência que o Governo Federal poderá adotar daqui para frente.
2. Fiscalização das regras de permanência
Outro ponto que será discutido é a criação de novos mecanismos para melhorar os processos de acompanhamento dos programas sociais, ou seja, ideias que o Governo possa aplicar no dia a dia para descobrir se as pessoas estão cumprindo realmente as regras de permanência.
3. Fiscalização do CadÚnico
Também será discutido neste novo grupo a concretização de propostas para melhorar o recebimento de informações de outros órgãos para aprimoramento do sistema do CadÚnico. Em muitas ocasiões, o Governo Federal precisa cruzar os dados dos usuários para saber quem são as pessoas que realmente estão falando a verdade no cadastro.



