O Ministério Público (MP) pediu ao Tribunal de Contas União (TCU) a suspensão imediata da liberação do consignado do Auxilio Brasil. Segundo as informações oficiais, um procurador pediu para que a Corte considere que a liberação do saldo neste momento da campanha eleitoral teria a intenção apenas de ajudar a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) a desequilibrar a eleição.
O pedido está sendo feito exatamente uma semana depois do início da concessão do saldo para os usuários não apenas do Auxílio Brasil, mas também do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Somente na Caixa Econômica Federal, mais de 700 mil solicitações foram recebidas.
Vale frisar que o pedido foi feito pelo Ministério Público que atua junto ao TCU (MP-TCU). Desta forma, estamos falando de uma ala da própria Corte que fez o pedido de suspensão ao Tribunal. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado argumentou que o TCU deve tomar uma medida cautelar para impedir a oferta do crédito.
Além da questão do “motivo eleitoral”, Rocha Furtado também disse que ao oferecer o consignado, a Caixa e o erário poderiam ter prejuízos. “(É preciso que) seja adotada medida cautelar determinando à Caixa Econômica Federal que, independentemente de eventuais arranjos legais e infralegais, se abstenha de realizar novos empréstimos consignados para os beneficiários do Auxílio Brasil até que essa Corte de Contas se manifeste definitivamente sobre o assunto”.
“(É preciso) conhecer e avaliar os procedimentos adotados pela Caixa Econômica Federal para a concessão de empréstimos consignados aos beneficiários do Auxílio Brasil, de modo a impedir sua utilização com finalidade meramente eleitoral e em detrimento das finalidades vinculadas do banco, relativas à proteção da segurança nacional ou ao atendimento de relevante interesse coletivo”.



