Depois que o Governo Federal anunciou que vai taxar os sites de apostas esportivas, muita gente começou a questionar quem vai ganhar com esta nova arrecadação para a União. Uma das pessoas que estão de olhos abertos com este movimento é o governador do estado do Pará, Helder Barbalho (MDB), um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Barbalho é hoje o presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Por meio de um ofício enviado ao presidente Lula, ele defendeu que ao menos uma parte do dinheiro que será arrecadado com a nova taxação seja destinada aos estados amazônicos, e que esta indicação esteja presente já na Medida Provisória (MP) que vai estabelecer a taxação.
“Verifica-se que a Medida Provisória que prevê essa regulamentação está sendo preparada pelo Ministério da Fazenda. Todavia, a taxação sobre a receita prevê benefícios ao Fundo Nacional de Segurança Pública, à educação pública e às entidades de prática esportiva”, pondera o documento enviado ainda nesta terça-feira (2).
“Tendo em vista que a Conservação da Amazônia adquire proporções muito expressivas, onde é fulgente o reconhecimento da necessidade de tratamento excepcional em relação aos estados que a constituem, considerando ainda, a importância da necessidade de serem fomentadas atividades econômicas que aliem o desenvolvimento da região amazônica à preservação da Floresta, pugnamos que para os benefícios da arrecadação em questão sejam estendidos em favor da proteção da Amazônia”, diz o documento.
A preservação do meio ambiente foi uma das principais bandeiras de campanha do presidente Lula nas eleições do ano passado. O tema gerou debates em torno dos principais candidatos, e foi um dos principais pontos de interesse da comunidade internacional no pleito brasileiro.
A taxação de apostas esportivas
A Medida Provisória (MP) que estabelece a taxação dos sites de apostas esportivas ainda não foi publicada pelo Ministério da Fazenda. No Brasil, este tipo de site está legalizado desde o ano de 2018. Contudo, o processo de regulamentação ainda não foi feito de fato.



