O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central (BC), Renato Dias de Brito Gomes, expressou forte oposição à ideia de criar um imposto sobre as transações realizadas pelo PIX, durante a live semanal do BC. Segundo Gomes, essa medida seria “uma loucura”.
A possibilidade de introduzir um imposto sobre transações no sistema de pagamentos tem sido discutida como uma forma de gerar receita adicional para o governo. No entanto, o diretor do Banco Central argumenta que isso teria implicações significativas e negativas. “Espero que não. Não é assunto do Banco Central, mas seria uma loucura”, afirmou Gomes sobre uma eventual taxação do PIX.
O diretor reiterou que o Banco Central mantém o PIX Internacional como uma das principais iniciativas em fase de desenvolvimento. Além disso, Gomes também afirmou que o sistema de pagamentos não tem a intenção de acabar com o cartão de crédito.
“O grande impacto do PIX é substituir dinheiro, que vai sempre existir, mas é um meio de pagamento ineficiente. Quanto mais houver migração de dinheiro para meios digitais, sobretudo o PIX, melhor. A preocupação do PIX não é substituir cartão de crédito, que oferece também outros serviços. Mas o crédito é uma grande avenida de desenvolvimento para o PIX”, completou.
Entenda o PIX internacional
O “PIX Internacional“, como é informalmente chamado, está sendo projetado para simplificar e agilizar as transações financeiras internacionais, tornando-as mais rápidas e eficientes. Atualmente, o projeto encontra-se em fase de estudo e desenvolvimento pelo BIS, que tem a responsabilidade de estabelecer padrões e regulamentos que moldam o funcionamento do sistema bancário global.
Uma das principais características do sistema proposto é a capacidade de conectar uma ampla gama de países, facilitando a transferência de fundos entre diferentes moedas e jurisdições de maneira simplificada. Isso tem o potencial de reduzir custos e aprimorar a transparência nas transações financeiras internacionais.



