Está circulando nas redes sociais uma mensagem que mostra bancos cobrando tarifas de transferência para o Pix. No entanto, o texto não menciona que as regras expostas se referem a pessoas jurídicas, e não físicas. A publicação ainda termina com a frase “faz o L”, insinuando que a taxação do Pix ocorreu após o começo do Governo Lula.
Ao ser procurado pelo “Fato ou Fake” do portal G1, o Banco Central, criador do Pix, informou que essa notícia é falsa. Segundo o banco: “como regra geral, as pessoas físicas são isentas de tarifas no Pix, seja para pagar, seja para receber”.
Para esclarecer a situação, a instituição financeira informou que as pessoas jurídicas podem ser tarifadas em alguns casos. A explicação completa está disponível no site do Banco Central, nos tópicos 8-1 e 8-2.
O texto que está circulando é na verdade um trecho de um texto maior, que fala sobre os casos de taxação do Pix para pessoas jurídicas. Dessa forma, o trecho foi utilizado fora de contexto, dando uma falsa interpretação para quem lê.
A Transfeera autora do texto original, informou: “Essa situação não reflete a veracidade das informações publicadas pela Transfeera em seu blog, que dizem respeito exclusivamente às pessoas jurídicas, uma vez que a Transfeera é uma empresa que presta serviços apenas para pessoas jurídicas”.
Novas regras do Pix
Em dezembro de 2022 foram anunciadas as novas regras do Pix para este ano. No entanto, nenhuma das mudanças nas regras possui relação com a taxação do sistema, na verdade, as mudanças são relativas aos limites de transação.



