A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta semana que o governo federal pretende trabalhar intensamente para reduzir o rombo das contas públicas. De acordo com ela, o déficit das contas públicas deverá ficar em torno de R$ 120 bilhões em 2023, no primeiro ano de governo LULA.
Em resumo, déficit primário acontece quando as despesas do governo superam as receitas. A propósito, o pagamento dos juros da dívida pública não entram nesse cálculo.
A previsão de rombo das contas públicas feita pela ministra ficou acima do valor divulgado pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Na semana, as pastas divulgaram um relatório, cujas estimativas para o déficit chegavam a R$ 107,6 bilhões.
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Em outras palavras, Tebet prevê um rombo mais expressivo que o esperado pelas pastas. Aliás, as contas públicas poderiam encerrar o ano com um déficit de R$ 231,5 bilhões, valor aprovado pelo Congresso Nacional no final de 2022.
No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou em janeiro deste ano um pacote de medidas adotadas pelo governo federal para reduzir o rombo das contas públicas. Com estas medidas, os ministérios do Planejamento e da Fazenda conseguiram reduzir as estimativas para o déficit das contas públicas em 2023.
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Entre as medidas anunciadas em janeiro, vale destacar a retomada da cobrança do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol no país no início de março. Em suma, o governo federal havia publicado uma Medida Provisória promovendo isenção sobre estes combustíveis até 28 de fevereiro, e ainda não havia nenhuma certeza sobre as decisões seguintes.
Por um lado, a ala econômica torcia pelo retorno da cobrança dos impostos federais. Porém, a ala política desejava a manutenção da isenção.
Salário mínimo de R$ 1.320 não entrou no cálculo
A diferença de estimativas para o rombo das contas públicas, entre os ministérios e a ministra Simone Tebet, ocorreu devido ao salário mínimo. Isso porque o relatório divulgado pelas pastas considerou o valor do piso nacional vigente, de R$ 1.302.
Entretanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já informou que irá elevar o salário para R$ 1.320 a partir de maio, ou seja, em pouco mais de um mês. E essa elevação resultará em um aumento expressivo das despesas públicas, impulsionando o rombo em 2023.



