O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma das principais avaliações educacionais do Brasil, e a redação é uma das partes mais desafiadoras para os estudantes. Em busca de dicas e técnicas para obter notas altas, muitos recorrem ao TikTok, onde influenciadores prometem fórmulas mágicas para alcançar pontuações acima de 900 na redação.
Mas será que essas técnicas realmente funcionam? É o que vamos descobrir ao conversar com ex-corretoras do ENEM e analisar as estratégias ensinadas na plataforma.
A Promessa das Fórmulas Mágicas
No TikTok, é comum encontrar vídeos em que estudantes compartilham fórmulas mágicas para escrever uma redação nota mil. Essas fórmulas geralmente envolvem a crítica ao Estado como argumento central, independentemente do tema proposto. A ideia é que, ao culpar o Estado, é possível sustentar uma argumentação sólida em qualquer assunto.
Entretanto, será que esse tipo de abordagem convence os corretores do ENEM? Conversamos com ex-corretoras do exame para obter insights sobre essas fórmulas do TikTok e descobrir se elas realmente ajudam ou atrapalham na hora da prova.
A Opinião dos Corretores do ENEM
De acordo com as ex-corretoras ouvidas, um repertório distante do tema proposto pode ser considerado pela banca de correção caso esteja vinculado à argumentação e faça sentido no contexto do texto. No entanto, é necessário ter cuidado para que a citação esteja bem justificada e seja pertinente ao tema.
Além disso, para obter a pontuação máxima na Competência 2, é preciso que o repertório citado cumpra três requisitos: ser legitimado por alguma das grandes áreas do conhecimento, ser pertinente ao tema e ser produtivo, ou seja, estar em consonância com a voz autoral do estudante.
O Uso de Repertórios “Coringa”
Muitos estudantes recorrem a filósofos, frases e repertórios “coringa” para enriquecer suas redações. Um exemplo citado no TikTok é o filósofo Thomas Hobbes, cujas ideias podem ser adaptadas a diversos temas. No entanto, é importante lembrar que o uso desses repertórios precisa estar bem justificado e relacionado ao tema proposto.
Embora um filósofo como Thomas Hobbes seja considerado legitimado, ele pode escorregar nos requisitos de pertinência ao tema e produtividade. Portanto, é fundamental que o estudante justifique adequadamente a escolha do repertório e demonstre como ele se relaciona com o restante da argumentação.







