Recentemente, o Congresso Nacional vem debatendo sobre novos direitos para o trabalhador que cuida de pessoas com deficiência (PCD).
Nesse sentido, um dos projetos de lei para este público é o que pretende alterar suas férias. A ideia, então, é que este trabalhador tenha prioridade ao marcar suas férias para que coincida com o recesso escolar de filho que é PCD.
No dia 29 de março, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou a proposta, que segue para a Câmara dos Deputados.
A autora do projeto de lei é a senadora Mara Gabrilli (PSD/SP), com o objetivo de atender à inclusão de crianças, adolescentes e jovens com deficiência na educação.
Nesse sentido, a relatoria foi senadora Leila Barros (PDT/DF), a qual contou com comentário da senadora Zenaide Maia (PSD/RN). Segundo Zenaide, então, a escolha das férias passaria do empregador para o trabalhador com esta nova proposta.
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“O sucesso financeiro de uma empresa só será legítimo quando ela cumpre seu papel de geradora de empregos e assegura aos seus colaboradores a existência digna. O PL é meritório e atende antiga reinvindicação daqueles trabalhadores que têm em sua família filhos com deficiência e necessitam que suas férias coincidam com as férias escolares deles”, declarou a senadora.
Outro projeto altera jornada do trabalhador
Indo adiante, na Câmara dos Deputados também tramita um projeto de lei que busca auxiliar trabalhadores que cuidam de PCDs.
Nesse sentido, o Projeto de Lei 124/23 buscar trazer a redução de jornada de trabalho para este público. Assim, seriam ao menos duas horas a menos, sem diminuição do salário e sem compensação de horário.
Desse modo, os trabalhadores poderão requerer a redução da jornada no caso daqueles que:
- São indispensáveis aos cuidados de pessoa com deficiência.
- Coabitam com a pessoa com deficiência.
- Não podem arcar com os custos de delegação do cuidado a outra pessoa sem prejuízo de seu próprio sustento.
A autoria é da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL/SP), de forma a promover mudanças na CLT. Ela indica que a proposta se mostra importante para estes trabalhadores que terão dificuldade de se inserir no mercado de trabalho.
“O tempo despendido a tais cuidados muitas das vezes impede que a pessoa que exerce cuidado possa integrar-se ao mercado comum de trabalho, ficando, em sua maioria, dependentes do poder público para garantia de subsistência, pois não há nesses casos como conciliar o tempo de trabalho exigido pela CLT aos cuidados diários básicos exercidos indispensavelmente por essas pessoas”, afirma a deputada.
Além disso, a deputada destaca a sobrecarga que geralmente ocorre para mulheres.
“Assoladas pelo desemprego, famílias inteiras de pessoas com deficiência acabam sendo impactadas por essa situação, havendo, ainda, sobrecarga destacada das figuras maternas”, acrescenta.
Por fim, Sâmia Bomfim também destaca que diversas mães de filhos com deficiência sofrem com o abandono de seus parceiros. Portanto, acabam tendo de promover o cuidado dos filhos de forma integral e sem qualquer divisão de tarefas.
Tribunal de São Paulo julga caso semelhante
A situação da jornada de trabalhador que cuida de pessoa com deficiência já chegou no Poder Judiciário.



