Recentemente, diferentes órgãos públicos estão fazendo campanha contra o trabalho infantil no carnaval.
Uma delas é a Campanha Nacional de Proteção a Crianças e Adolescentes no Carnaval. Assim, neste ano, o objetivo é incluir diversos setores da sociedade na ação e tem como lema a frase “Pule, brinque e cuide. Unidos pela proteção de crianças e adolescentes”.
A iniciativa, portanto, busca combater a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes e o enfrentamento ao trabalho infantil durante o Carnaval.
Além disso, durante esta semana, a Fundação Abrinq também divulgou uma alerta sobre o problema que atinge diversas partes do país. O destaque foi para a necessidade de:
- Maior conscientização da população; e
- Ação conjunta com diversos setores da sociedade para o combate da questão.
Segundo a instituição, a proteção de crianças e adolescentes é um tema que deve possuir uma responsabilidade compartilhada.
“De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2022, cerca de 1,9 milhão de crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 17 anos, foram identificados em situação de trabalho infantil no Brasil. Destes, preocupantes 756 mil estavam classificados na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (TIP)”, destaca a Fundação.
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Portanto, a campanha foca na proteção deste grupo social.
Fundação Abrinq faz campanha
A instituição frisou que, durante o Carnaval, este público pode ficar em uma situação mais vulnerável em relação as violações destes direitos. Isto é, incluindo a exploração sexual, violência psicológica e física.
“A violência não apenas compromete a infância, mas também acarreta consequências de longo prazo, impactando negativamente a saúde e o bem-estar físico e psicológico das crianças e dos adolescentes”, pontua.
Ademais, a Fundação Abrinq destaca também sobre a importância do trabalho conjunto da sociedade em geral. Desse modo, é possível colaborar por meio da denúncia destas violações através de canais como, por exemplo:
- Disque 100, pelo Ministério Público; ou
- Aplicativo Proteja Brasil.
Nesse sentido, a instituição frisa que o trabalho infantil é inconstitucional.
“É crucial lembrar que a proibição do trabalho infantil no Brasil está fundamentada na Constituição Federal, que estabelece a idade mínima de 16 anos para o trabalho, permitindo apenas a atuação como aprendiz a partir dos 14 anos”, informa.
De acordo com o coordenador nacional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho, ministro Evandro Valadão, toda a sociedade precisa contribuir no combate ao trabalho infantil.
“Os reflexos de nosso histórico de desigualdades trazem um legado degradante para milhões de crianças e adolescentes, que se agravou com a pandemia”, relata.
Por fim, o ministro relembrou a necessidade de reverter o aumento destas ocorrências.
“Infelizmente recuamos alguns passos, e vimos os dados de trabalho infantil aumentar no país. Precisamos, como sociedade, buscar a erradicação dessa prática que lesa essa parcela da população que tem prioridade absoluta e precisa de proteção”, completa Valadão.
Como é o trabalho infantil no Brasil?
No Brasil, o trabalho infantil é proibido para pessoas com idade inferior a 16 anos. Isto é, sendo permitido aos 14 anos somente na condição de aprendiz.



