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Tratado de Utrecht: acordos entre os países europeus

Por Giovanna Mauro· 2 min de leitura
Tratado de Utrecht

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O Tratado de Utrecht: aquilo que você precisa saber

O Tratado de Utrecht foi um importante tratado que consolidou uma série de mudanças não só no continente europeu, mas também no americano.

Assim, não é de se surpreender que o Tratado e suas consequências na história apareçam com certa frequência nas questões dos principais vestibulares do país.

Dessa forma, é fundamental que você domine as principais características desse assunto.

O Tratado de Utrecht: Introdução

O Tratado de Utrecht foi um acordo que estabeleceu o fim da Guerra de Sucessão Espanhola, na Idade Moderna.

O acordo foi assinado no ano de 1713 e estabeleceu que a Grã-Bretanha reconheceria o francês Felipe de Anjou como rei da Espanha. Além disso, os espanhóis seriam obrigados a ceder dois de seus territórios, Menorca e Gibraltar, aos britânicos.

O Tratado de Utrecht: Antecedentes Históricos

O rei Carlos II da Espanha faleceu sem deixar herdeiros. Dessa maneira, em seu testamento ele deixou por escrito que desejaria ter como seu legítimo sucesso o francês Felipe de Anjou, neto de Luís XIV, rei francês.

Porém, quando o rei de fato morreu, vários países europeus perceberam que existia a possibilidade de Felipe ocupar, no futuro, não só o trono espanhol, mas também aquele francês, uma vez que ele era descente direto dessa monarquia. E isso seria um problema, pois atribuiria muito poder para Felipe, uma vez que ele controlaria dois países extremamente poderosos e as suas colônias na América.

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Dessa forma, irão surgir negociações, iniciadas no ano de 1712, entre a Grã-Bretanha, a Espanha e a França pelo trono espanhol.

O Tratado de Utrecht: Resultados

Felipe de Anjou, então, é obrigado a renunciar ao trono francês para ser reconhecido como rei da Espanha pelos ingleses. Assim, ele se torna Felipe V, passando a controlar também os territórios espanhóis no continente americano.

O Tratado de Utrecht: Consequências

Diversas alterações no mapa do continente europeu e do continente americano ocorrem como consequências do Tratado.

Em primeiro lugar, a Espanha cede algumas de suas posses para os ingleses, como Menorca e Gibraltar. No continente americano, o acordo transformou os limites entre a Guiana Francesa do Brasil e também modificou as fronteiras do Amapá.

A França perde uma parte de sua força na Europa, que só seria retomada com Napoleão Bonaparte. A Inglaterra, por sua vez, consolida a sua supremacia, principalmente por meio da exploração colonial, naval e comercial.

É importante ressaltar que a estabilidade proporcionada por esse Tratado durou quase um século, quando seira substituído pelos acordos firmados no Congresso de Viena, no início do século XIX.

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Giovanna Mauro

Escrito por

Giovanna Mauro

Giovanna Mauro é apaixonada por História, Literatura e Educação. Expandir o conhecimento das disciplinas que compõem as Humanidades é um de seus principais objetivos.

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