O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu recentemente excluir as Forças Armadas do grupo de entidades fiscalizadoras das eleições no Brasil. Essa decisão impacta diretamente a participação dos militares na comissão de transparência do pleito.
Essa mudança ocorre após a participação das Forças Armadas ter sido inserida em uma resolução aprovada durante a gestão do ex-presidente do tribunal, Edson Fachin, no ano de 2021. O atual presidente, Alexandre de Moraes, propôs a alteração, alegando que a participação dos militares não era compatível com suas atribuições legais.
Motivos da Exclusão
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a ampliação da participação das Forças Armadas no grupo de entidades fiscalizadoras das eleições não se mostrou compatível com suas funções constitucionais. Além disso, a presença dos militares nesse contexto não era considerada razoável e eficiente.
Portanto, o TSE decidiu que as Forças Armadas continuarão auxiliando a Justiça Eleitoral no transporte de urnas eletrônicas e na segurança dos eleitores e locais de votação, mas não farão mais parte do grupo de fiscalização.
Supremo Tribunal Federal também é excluído
Além da exclusão das Forças Armadas, o TSE também decidiu retirar o Supremo Tribunal Federal (STF) do grupo de entidades fiscalizadoras das eleições. Essa decisão se deve ao fato de três ministros do STF já fazerem parte do TSE, além do fato de a Corte ser alvo de recursos contra as decisões da Justiça Eleitoral.
Portanto, a exclusão do STF visa evitar conflitos de interesse e garantir a imparcialidade na fiscalização do pleito.
Relação Tensa entre TSE e Forças Armadas
Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que foi candidato à reeleição, as relações entre o TSE e as Forças Armadas foram marcadas por atritos e polêmicas. Em um episódio emblemático, o Ministério da Defesa encaminhou um relatório ao tribunal eleitoral afirmando que os militares não descartavam a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas.
Essa declaração gerou uma forte reação por parte do TSE, que reafirmou a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Composição do Grupo de Fiscalização
O grupo de fiscalização das eleições é composto por diversos atores, como partidos políticos, representantes do Ministério Público, do Congresso Nacional, da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), entre outras entidades.


