A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Criptomoedas, que tem como objetivo investigar esquemas de pirâmides financeiras envolvendo ativos digitais, aprovou recentemente a convocação de diversos nomes conhecidos para prestar esclarecimentos sobre suas participações em propagandas de empresas envolvidas em fraudes. Entre os convocados, estão a apresentadora Tatá Werneck, o ator Cauã Reymond e o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Essa convocação gerou grande repercussão e perplexidade nos meios de comunicação.
A CPI das Criptomoedas
A CPI das Criptomoedas foi instalada em junho deste ano, com o intuito de fortalecer a confiança dos investidores e garantir a transparência do mercado de criptomoedas. Presidida pelo deputado Aureo Ribeiro, do Solidariedade-RJ, a comissão busca criar uma base sólida para a implementação de regulamentações eficazes nesse setor em ascensão.
O pedido de abertura da CPI foi feito pelo próprio deputado Aureo Ribeiro, após diversos casos de fraudes e esquemas de pirâmides financeiras envolvendo criptoativos virem à tona nos últimos anos. Com a convocação de Tatá Werneck, Cauã Reymond e Ronaldinho Gaúcho, a CPI busca esclarecer as participações dessas personalidades em propagandas de empresas suspeitas de práticas ilegais.
Tatá Werneck e a Propaganda para a Atlas Quantum
Tatá Werneck foi convocada pela CPI das Criptomoedas por ter realizado uma propaganda para a empresa Atlas Quantum, uma conhecida pirâmide financeira que supostamente utilizava robôs para compra e venda de criptomoedas. Em nota enviada à imprensa, a assessoria da atriz afirmou que ela atuou apenas como garota propaganda da Atlas há cinco anos, e que na época não havia nenhuma irregularidade conhecida sobre a empresa. A assessoria ressaltou que Tatá nunca investiu na Atlas, nunca foi sócia e não tinha conhecimento de eventuais atividades ilegais da empresa.
Essa convocação causou perplexidade, pois Tatá Werneck foi apenas uma prestadora de serviços, sem qualquer envolvimento com as atividades e rotina da Atlas. Os advogados da atriz, Ricardo Brajterman e Maira Fernandes, destacaram que, caso ela soubesse que a empresa estaria envolvida em algum escândalo, jamais teria aceitado vincular sua imagem àquela empresa.
Cauã Reymond e sua Participação na Propaganda da Atlas Quantum
Assim como Tatá Werneck, o ator Cauã Reymond também foi convocado pela CPI das Criptomoedas por ter realizado uma propaganda para a Atlas Quantum. A assessoria de imprensa de Cauã afirmou que, na época da contratação, não havia nenhuma irregularidade conhecida sobre a empresa que a desabonasse. Segundo a nota enviada à imprensa, Cauã Reymond participou apenas como garoto propaganda da Atlas, sem nenhum envolvimento com as atividades da empresa.


