Mesmo que sejam poucos e que todos os especialistas sejam unânimes ao afirmar que o País segue em marcha lenta em rumo de uma vacinação ideal e que realmente possa prevenir toda a sociedade perante o Coronavírus, hoje fazemos questão de ressaltar alguns pontos positivos que já podem ser percebidos na vacinação no Brasil.
Não abordaremos as diversas questões negativas em torno da vacinação no Brasil, como a lenta distribuição e falta de doses em algumas capitais, mas sim, objetivaremos por expor o que de bom aconteceu em todo esse tempo, quais grupos de pessoas possivelmente já foram salvas por terem tomado no mínimo, a primeira dose da vacina.
A vacinação no Brasil: em passo de tartaruga, mas com eficácia de um leão
No Brasil, a vacinação contra a Covid-19 começou em 17 de janeiro de 2021, sendo aplicada em uma enfermeira de 54 anos, atuante na linha de frente de combate ao vírus em São Paulo (SP).
Dois meses após esta primeira data, há consenso no meio científico nacional e internacional, de que o Brasil poderia ter vacinado um número muito maior de pessoas, aumentando a imunidade coletiva e preservando mais vidas, porém, também é consensual de que a vacinação está funcionando: a passos lentos, mas mostrando os seus efeitos, principalmente quando diz respeito à letalidade dos vírus nas populações mais vulneráveis.
Alguns destes dados dizem respeito à redução de internações e mortes em decorrência da Covid-19 de idosos a partir de 90 anos. Em levantamento realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, foi demonstrado que houve uma queda de 34% nas mortes de idosos desta faixa etária, além de 30% de redução nas internações do mesmo grupo, já devidamente vacinado entre janeiro e fevereiro.
Em outro estado, São Paulo divulgou dados que representam a queda de 51% dos óbitos de idosos entre 85 e 89 anos em fevereiro, fato que foi prontamente relacionado à imunização deste grupo. Já em Pernambuco, estimou-se que tenha havido uma redução de 29% na necessidade de internações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) para idosos que tenham 85 anos ou mais.

