A semana não começou de forma positiva para 800 trabalhadores da fábrica da Volkswagen de Taubaté, em São Paulo. De acordo com o sindicato que representa a categoria dos metalúrgicos na região, a empresa teria anunciado as 800 suspensões nos contratos, e a decisão deve começar a valer já a partir do próximo dia 1º de agosto.
As suspensões devem ocorrer em esquema de layoff, ou seja, tratam-se de suspensões de caráter temporário. A ideia é que esta suspensão comece a ser cumprida em agosto, e deve seguir por um período de tempo que pode variar entre dois e cinco meses completos. Oficialmente, a empresa ainda resiste em divulgar mais detalhes sobre a decisão.
De todo modo, o sindicato que representa a categoria informou que a empresa deixou claro que a suspensão ocorre para adequar o volume da produção ao mercado brasileiro. Os dirigentes dizem ainda que o cenário de demissões acontece por causa do cenário de alta de juros, que vem sendo mantido em 13,75% pelo Banco Central (BC) nos últimos meses.
A MP do Governo
O sindicato, no entanto, parece ter recebido a informação com certa surpresa. De acordo com os dirigentes, a empresa teria se comprometido a não adotar mais o modelo de demissões temporárias depois da decisão do Governo Federal de criar uma Medida Provisória (MP) para baratear os preços dos carros populares.
A Volkswagen foi uma das montadoras mais beneficiadas pelo projeto, e conseguiu aumentar o nível de vendas dos seus veículos mais baratos no decorrer do último mês de junho. Contudo, o programa já chegou ao fim, e a realidade voltou a se impor. Os desligamentos temporários estão de volta.
Dados mais recentes da Fenabrave mostram que o Polo acumula vendas de 37,7 mil unidades entre os meses de janeiro e junho deste ano. Este é o segundo carro mais vendido do Brasil, segundo os números da Fenabrave. A MP do Governo Federal ajudou a montadora a alcançar estes números.




