O Ministro da Economia, Paulo Guedes, não deverá se opor aos pagamentos de um novo voucher para os caminhoneiros. Recentemente, o Governo Federal sinalizou que poderá pagar um auxílio mensal de R$ 400 até o final do ano para autônomos desta categoria. A proposta será discutida no Congresso Nacional dentro de mais alguns dias.
A posição de Guedes é vista como importante dentro do Palácio do Planalto. Ele é o responsável pela pasta econômica e tem poder sobre os rumos dos gastos públicos no governo do Presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos meses, ele se opôs a uma série de ideias que previam a criação de auxílios sociais para os mais pobres.
Recentemente, por exemplo, Guedes foi contra o plano de prorrogar o Auxílio Emergencial mais uma vez. Ainda no final do ano passado, ele disse que o Governo poderia recuperar os empregos perdidos para fazer com que os “órfãos” do programa passassem a ganhar um salário e não mais dependerem de projetos sociais. O benefício não foi prorrogado.
Por outro lado, Guedes também se posicionou de forma contrária ao aumento nos valores do Auxílio Brasil no final do ano passado. Enquanto a ala mais próxima do presidente Jair Bolsonaro queria uma elevação para a casa dos R$ 400, o Ministro dizia que só era possível pagar R$ 300 por família. Por fim, ele perdeu a queda de braço.
Desde então, Guedes tem adotado discursos mais amenos em relação aos benefícios sociais. Desta vez, ele atua internamente pela aprovação do voucher para os caminhoneiros. De acordo com informações da jornalista Andréia Sadi, da Globonews, o Ministro vem dizendo internamente que conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).



