Nesta segunda-feira (14) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deu uma declaração que certamente desanimou os brasileiros que precisam pagar o imposto de renda. O chefe da pasta econômica voltou a falar sobre o processo de isenção do pagamento do tributo.
De acordo com Haddad, é provável que o governo federal não consiga enviar o projeto que eleva a faixa de isenção do imposto de renda ao congresso nacional até o final deste ano. Isso indica, portanto, que a discussão deverá entrar para 2025:
“Não sei se será possível esse ano. Queremos entregar a revisão de gastos [antes]”, disse Haddad.
“Esses estudos não vão ficar prontos em poucas semanas, precisamos de mais tempo. A Receita Federal] está levantando dados no exterior. No caso do imposto sobre a renda, os estudos são preliminares”, disse o ministro.
Isenção do Imposto de Haddad
A proposta a que Haddad se refere tem relação com o aumento da isenção do imposto de renda para todos os brasileiros que ganham até R$ 5 mil. Essa foi uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
Desde que voltou ao poder em janeiro de 2023, Lula conseguiu elevar a faixa de isenção do imposto de renda em duas oportunidades. Quando ele assumiu o cargo, a faixa de isenção estava na casa de R$ 1,9 mil, e hoje está na casa de R$ 2,8 mil.
Na prática, isso significa que todos os trabalhadores brasileiros que recebem atualmente até dois salários mínimos não precisam pagar o imposto de renda. Contudo, esse patamar ainda está longe daquele prometido por Lula, que como dito foi de R$ 5 mil.
Nas últimas semanas, Haddad indicou que poderia cumprir a promessa de Lula elevando a taxação de impostos para os mais ricos. Entretanto, agora ele indica que essa ideia ainda está sendo estudada pelo Ministério da Fazenda, e que não existe um prazo para o envio ao congresso nacional.
Por que o aumento da isenção do Imposto de Renda é tema complexo
Elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda não é uma ideia que produz um gasto para o governo federal. Contudo, essa é uma proposta que reduz a arrecadação do poder executivo. Afinal de contas, menos pessoas vão passar a pagar impostos.




