Representantes do Ministério da Fazenda informaram que a partir de agora, os consumidores brasileiros, ao realizar compras em sites de e-commerce internacionais, serão informados de uma tributação da Receita Federal de 60%.
Todavia, na matéria que acaba de sair hoje, você poderá ver que as empresas divulgarão o preço dos produtos negociados com o imposto. A medida impactará vários sites de varejo estrangeiros que atuam no país, como a Shein e a Shopee, por exemplo.
A Receita Federal apresentou a estas organizações de compras online o chamado “Plano de Conformidade” e espera que as companhias aderem a ele, em busca de cumprir a legislação brasileira.
De fato, a tributação sobre a venda de produtos de sites internacionais, tem como objetivo, tornar a concorrência entre as empresas varejistas estrangeiras com as organizações brasileiras mais justa.
São várias ações governamentais, tendo o recolhimento de impostos sobre a venda de produtos, o ponto mais forte. Ademais, espera-se que o Plano de Conformidade facilite o comércio de produtos de outros países.
As empresas deverão informar ao consumidor brasileiro, o quanto ele paga de tributação sobre a aquisição dos itens negociados nos sites de e-commerce, como os da Shein e Shopee e também da famosa AliExpress.
Concorrência justa
A princípio, as empresas estrangeiras deverão se responsabilizar e preencher uma declaração antecipadamente. Vale ressaltar que o Plano de Conformidade também irá impactar as organizações transportadoras. Por tornar os mecanismos aduaneiros mais ágeis, espera-se que haja uma facilitação na entrada de produtos no país.
Vale ressaltar que o Governo Federal, no mês de abril, fez um anúncio no qual afirmou que deveria acabar com a isenção de tributação de importação para pessoas físicas de produtos negociados a até US$50. As empresas estrangeiras de varejo, utilizavam o benefício para burlar o pagamento de impostos no país.
A proposta tinha como objetivo aumentar a concorrência com estas empresas internacionais e organizações brasileiras, visto que ao burlar a tributação de seus produtos, as lojas de e-commerce estrangeiras vendiam itens mais baratos. Desse modo, o Governo Federal decidiu então agir para combater a prática.
No entanto, a iniciativa do Governo Federal recebeu várias críticas da sociedade, visto que as pessoas físicas poderiam ser prejudicadas. Analogamente, o Palácio do Planalto, através da Receita Federal, decidiu então aumentar a fiscalização, abandonando a proposta inicial de acabar com a isenção de tributação.



