A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto que obriga todos os cidadãos a realizarem uma avaliação psicológica para renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto segue agora para outras etapas de tramitação antes de começar a valer de fato.
A aprovação em questão ocorreu em caráter conclusivo. Isso significa que não será necessário enviar o texto para o plenário do Senado Federal. O próximo passo é, portanto, analisar o caso diretamente no plenário da Câmara dos Deputados. Em caso de nova aprovação sem alterações, o documento seguirá para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como funciona na CNH hoje?
Hoje, o exame de avaliação psicológica é cobrado dos cidadãos apenas na primeira habilitação. Para os motoristas que exercem alguma atividade remunerada, no entanto, a regra já estava valendo, e eles precisavam realizar o exame sempre que precisavam renovar a CNH por qualquer motivo.
Em caso de aprovação do documento, e sanção do presidente Lula, todos os motoristas passariam a ter que passar pelo exame, independente de ser durante a primeira via do documento, ou não, e independente de atuar em uma atividade remunerada, segundo o texto do projeto aprovado na Comissão.
A justificativa do projeto da CNH
O autor do projeto em questão é o senador Davi Alcolumbre (União-AP). De acordo com ele, a ideia é importante porque as condições psicológicas de um motorista podem ser alteradas por qualquer razão com o passar dos anos. Assim, segundo ele, seria necessário que o exame fosse exigido com certa periodicidade.
A proposta do senador foi aprovada por unanimidade, o que pode indicar que há pouca ou nenhuma resistência ao projeto dentro do Senado Federal. Agora, será preciso esperar para saber se a ideia também será bem recebida pelos parlamentares que atuam na Câmara dos Deputados.

Argumentos
Um dos momentos mais importantes da reunião que aprovou o documento na CCJ, foi o relato da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Ela ficou tetraplégica por causa de um acidente de carro no ano de 1994.


