Um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), Luciano Hang concedeu uma entrevista ao portal Valor Econômico e polemizou sobre o Auxílio Brasil. De acordo com ele, o programa do Governo Federal é uma espécie de “Bolsa Miséria” e indicou ainda que o benefício social precisa ser pago apenas momentaneamente.
“Os mais pobres não têm que viver a vida toda de bolsa miséria. Eles têm de ter a oportunidade de trabalhar e ganhar sustento”, disse o empresário. De todo modo, o aliado defendeu o presidente e negou que o programa tenha caráter eleitoreiro. Segundo Hang, Bolsonaro precisou pagar o Auxílio. “A pandemia dizimou o mercado formal e o informal”, disse ele.
Seja como for, a declaração de Hang pode irritar aliados do presidente às vésperas das eleições presidenciais deste ano. Nos últimos dias, há um esforço conjunto da campanha de Bolsonaro em propagar a ideia de que o pagamento do benefício não é algo temporário e que o projeto não será reduzido nos próximos meses.
Em entrevistas nesta semana, e também em seu horário eleitoral na TV, Bolsonaro até chegou a prometer que poderia elevar o valor dos pagamentos do programa social. Segundo ele, o benefício poderia chegar a pagar R$ 800 por família, no caso dos indivíduos que conseguirem um emprego formal e se mantenham dentro de uma renda per capita de até R$ 525.
Hoje, o Auxílio Brasil do Governo Federal faz pagamentos mínimos de R$ 600 por família. O valor atual já é R$ 200 maior do que o patamar original de R$ 400. A elevação só foi possível por causa da aprovação da chamada PEC dos Benefícios. Entre outros pontos, este documento permitiu a liberação de R$ 41 bilhões aos cofres públicos.



