A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, divulgou recentemente uma nota técnica na qual alerta sobre a proibição de cosméticos destinados ao uso injetável. A Agência revelou que tem recebido informações sobre casos graves de eventos adversos, como embolia pulmonar, associados a produtos não regulamentados.
Eventos Adversos
Os eventos adversos foram reconhecidos através de órgãos locais de vigilância sanitária, que identificaram os riscos à saúde relacionados ao uso desses produtos em procedimentos estéticos. Além disso, casos alarmantes de pacientes que sofreram complicações graves após a aplicação desses produtos injetáveis foram destacados pela mídia.
Esses eventos foram identificados por órgãos locais de Vigilância Sanitária e destacados em reportagens na mídia.
“A Agência tomou conhecimento desses eventos adversos por meio de vigilâncias sanitárias locais, que identificaram os riscos à saúde associados ao uso desses produtos em procedimentos estéticos.” – Anvisa
Caso Particular
Um caso particular chamou a atenção da Anvisa, onde uma jovem de 29 anos sofreu embolia pulmonar e hemorragia após um procedimento de preenchimento no bumbum com um bioestimulador. A paciente precisou ser internada numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi entubada.
Ações da Anvisa
Desde que começou a monitorar mais rigorosamente o cenário, a Anvisa já interditou uma série de produtos das empresas Bio Essencialli, PHD Cosméticos e Biometik. Segundo a Anvisa, esses eram cosméticos cuja embalagem e propaganda induziam o profissional e o consumidor ao uso injetável, o que vai contra a regulamentação.
Verificação da Anvisa
Após investigações, a Anvisa constatou que alguns produtos notificados apresentavam diversas características na embalagem e rotulagem que, quando combinadas, podem confundir o profissional ou consumidor final quanto à correta destinação do produto. Por exemplo, alguns produtos trazem a alegação de “produto estéril” e embalagens que permitem a fixação de agulhas.


