Um estudo divulgado na última quinta-feira (2) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que o aumento na taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic, dificultou que mais de 3 milhões de famílias brasileiras adquiram suas casas próprias.
Segundo a FGV, o reajuste neste indicador encareceu ainda mais o compra de casas em todo o território brasileiro. A taxa Selic sofreu seu oitavo aumento consecutivo. Os reajustes começaram a ser divulgados em abril do ano passado.
Durante a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros sofreu reajuste de 1,5%, passando de 9,25% para 10,75% ao ano.
Alberto Ajzental, coordenador do curso de desenvolvimento de negócios imobiliários da FGV, e responsável pelo estudo, explicou que a cada vez que ocorre um reajuste de 2,5% na taxa Selic, também há, de forma concomitante, o aumento de 1 ponto percentual no custo do financiamento total de imóveis brasileiros.
O estudo da FGV levou em consideração a aquisição de um imóvel de dois dormitórios, por R$250 mil. Este padrão foi estabelecido pois este tipo de imóvel, considerado intermediário, é o mais vendido atualmente no Brasil.
O que diz o especialista
Ainda segundo Ajzental, cada ponto percentual inviabiliza a compra de uma casa, nos moldes citados acima, para cerca de um milhão de famílias brasileiras. Desta forma, considerando que a taxa básica de juros teve aumento de 7,5% em 2021, o reajuste na taxa Selic inviabilizou a compra de casa para mais de 3 milhões de famílias brasileiras nos últimos 12 meses.



