O presidente Jair Bolsonaro sancionou na última segunda-feira (25) o orçamento de 2022 do Governo Federal. O documento que já deu muita polêmica ainda segue virando assunto para muita conversa. Especificamente sobre o Auxílio Brasil, o chefe de estado aprovou o remanejamento de R$ 89,1 bilhões para estes pagamentos este ano.
De acordo com informações do Palácio do Planalto, esse dinheiro é bem maior do que a média do que era reservado para esses programas nos anos anteriores. Para se fazer uma comparação, no ano de 2021, o orçamento previa a liberação de R$ 34,7 bilhões para o Bolsa Família. Um aumento de R$ 54,4 bilhões nesta conta.
Segundo relatos de dentro do Palácio do Planalto, o fato é que esse aumento só foi possível por causa da aprovação da PEC dos Precatórios. O texto que, na prática, parcela as dívidas que o Governo tem com estados, municípios, pessoas físicas e jurídicas, acabou abrindo espaço dentro do teto de gastos públicos.
Sem essa aprovação, analistas de dentro do Ministério da Economia acreditam que seria impossível aumentar o tamanho do Auxílio Brasil. Então estaríamos aqui com um programa não muito diferente do Bolsa Família, que chegou ao fim atendendo cerca de 14 milhões de pessoas e pagava uma média de R$ 178.
O aumento do valor dos gastos com o Auxílio Brasil, no entanto, só estão garantidos até o final deste ano. De acordo com a lei da própria PEC dos Precatórios, o Governo precisa criar um benefício permanente a partir de 2023. Mas o fato é que ainda não se sabe se esse projeto vai ser esse mesmo que está fazendo pagamentos agora.



