Dentro da equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece não existir tempo para comemoração. Nesta primeira semana depois da vitória nas eleições de domingo (30), aliados do futuro chefe de estado estão tentando montar um quebra-cabeça para conseguir encaixar as propostas de manutenção do valor Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 em 2023.
O programa social está oficialmente garantido para o próximo ano, mas o valor não. Hoje, os usuários recebem o patamar mínimo de R$ 600, contudo, a indicação oficial é de que este saldo só vai durar até o final deste ano. O plano de orçamento enviado por Bolsonaro (PL) ao Congresso Nacional indica que as liberações devem cair para R$ 405 a partir de 2023.
Para garantir que o valor não será reduzido, a equipe do presidente eleito tenta correr contra o tempo para mudar justamente esta peça orçamentária. Nesta quinta-feira (3), o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) deve se encontrar com o relator da proposta de orçamento, o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Os dois deverão discutir justamente a questão do Auxílio Brasil.
“Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário”, disse Lula ainda durante o seu discurso de vitória no dia 30.
“Nós esperamos receber uma proposta, ou analisar, todo o quadro orçamentário, para ver que proposta o novo governo tem para atender as demandas que foram criadas. Como, por exemplo, o compromisso do presidente eleito de manter o Auxílio Brasil, o Bolsa Família, no valor de R$ 600”, disse Marcelo Castro, que participa da reunião hoje.



