Em mais um esforço para vincular o Auxílio Brasil ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) o Ministro da Economia, Paulo Guedes, reivindicou a paternidade do programa. Durante um evento no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (14), o chefe da pasta afirmou que muitos querem ser os pais do projeto, mas que não abre mão deste título.
“Vamos (manter o valor), tem dinheiro”, afirmou. “A definição do valor do Auxílio Emergencial é cheia de pais, mas sabemos quem foi a mãe. Fomos nós que desenvolvemos”, disse ele ao público. No último dia 31 de agosto, o Governo Federal enviou ao Congresso Nacional a indicação de queda de valor do benefício de R$ 600 para R$ 405.
Embora negue oficialmente o caráter eleitoral do Auxílio Brasil, informações de bastidores dão conta de que o aumento no valor do programa às vésperas das eleições tem um objetivo claro: diminuir a rejeição do presidente entre os mais pobres. Nas campanhas de Bolsonaro na TV e em entrevistas, ele costuma citar o Auxílio com certa frequência.
A mais recente das entrevistas aconteceu ainda na última terça-feira (13), quando o candidato participou de uma sabatina no Programa do Ratinho, no SBT. Além de renovar a promessa de manter o Auxílio no valor de R$ 600, Bolsonaro voltou a dizer que deve pagar uma espécie de adicional de R$ 200 para os usuários que conseguirem um emprego formal.
“E mais ainda, quando é uma mulher, por exemplo, que é chefe de família, ganha R$ 1.200 por mês, e se essa mulher ou se esse homem, que está ganhando o Auxílio Brasil, caso venha a conseguir um emprego, ele não perde o Auxílio Brasil e ganha mais R$ 200 ainda”, disse o presidente, quando perguntado sobre a questão do benefício.



