Está em tramitação na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que prevê mudanças no sistema do programa Auxílio Brasil a partir do próximo ano. A proposta prevê a alteração do nome do benefício para Mais Bolsa Família, em uma clara referência ao saldo que era pago nos anos dos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT.
Não por acaso, o projeto que está em tramitação foi apresentado oficialmente pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP). Ele encabeça a lista de parlamentares que assinaram a justificativa do texto. Outros 34 parlamentares do PT também estão pedindo pela mudança no nome do programa social. A ideia está tramitando em caráter conclusivo e ainda precisa passar por análise de comissões.
“Atualmente, mais de 125 milhões de pessoas não têm comida garantida todo dia, nem em quantidade, muito menos em qualidade”, diz o documento que acompanha o projeto. “Delas, 33 milhões enfrentam realidade ainda pior: passam fome. O Governo usa o programa como estratégia unicamente eleitoreira”, diz o texto.
Neste sentido, é importante frisar que a ideia não prevê apenas a mudança no nome do benefício. O texto apresentado pelos congressistas também indica que o Governo Federal seria obrigado a pagar R$ 600 por mês para todos os usuários do programa no próximo ano. Hoje, a indicação oficial é de que os repasses turbinados só estão garantidos até o final deste ano.
Dados do Ministério da Cidadania apontam que mais de 21 milhões de brasileiros estão aptos ao recebimento do Auxílio Brasil neste mês de outubro. Trata-se de um recorde na história do benefício social. Em um intervalo de menos de um mês, mais de 450 mil cidadãos foram inseridos no programa social. Os repasses devem acontecer entre os dias 11 e 25 deste mês.



