Taxistas de algumas cidades brasileiras não receberão o dinheiro do auxílio de R$ 1 mil do Governo Federal, porque as suas prefeituras não enviaram os dados para o Ministério do Trabalho. Ao menos é o que disse o Ministro que comanda a pasta, José Carlos Oliveira. Na oportunidade, o chefe da pasta disse ainda que o não envio aconteceu por “razões ideológicas”.
“Eu pratico política de Estado”, disse José Carlos Oliveira. “Peço que as prefeituras façam dessa forma para que, por questão ideológica, não acabem penalizando seus munícipes”, disse ele em uma coletiva de imprensa na última segunda-feira (15). Foi o último dia para o envio dos dados dos taxistas para o Ministério do Trabalho e da Previdência.
O Ministro não quis dar mais detalhes sobre quais seriam as tais “razões ideológicas” para o não envio dos dados, e nem revelou o número de cidades e nem quais seriam elas. De todo modo, José Carlos Oliveira disse que o número “não é alarmante” e frisou que o não envio por este motivo foi apenas uma “questão pontual”.
Ainda na mesma entrevista coletiva, José Carlos Oliveira disse que é preciso lembrar que nem todos os mais de 5 mil municípios brasileiros possuem cadastros de taxistas. Algumas cidades do país não possuem táxi. O fenômeno acontece sobretudo nos municípios menores, onde não há a necessidade de um motorista para percorrer longas distâncias.
As grandes capitais do país já enviaram os seus dados nos últimos dias. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre já realizaram o envio para que a Dataprev faça a seleção dos nomes dos usuários que podem receber o benefício já a partir desta terça-feira (16), a data oficial do início das liberações do programa.



