O Governo Federal deverá, nos próximos dias, divulgar alterações a respeito do Minha Casa, Minha Vida, programa que beneficia brasileiros que desejam a sua casa própria. Estima-se que o projeto, que auxilia a população brasileira na aquisição de um imóvel, seja reavaliado. O objetivo é o de aumentar a sua abrangência, beneficiando um número maior de pessoas.
O presidente Lula (PT) já informou que o novo Minha Casa, Minha Vida deverá facilitar o financiamento de imóveis próximos aos grandes centros urbanos. A princípio, espera-se que as mudanças no programa social auxiliem na redução da carência habitacional no país, principalmente para as famílias brasileiras de baixa renda.
De acordo com a Fundação João Pinheiro (FJP), em 2019, o déficit habitacional no país foi de cerca de 5,9 milhões de moradias. A instituição em sua pesquisa, apontou que os estados do Amapá, Roraima e Maranhão foram os estados que apresentaram a maior carência de moradias em toda a sua pesquisa.
O Minha Casa, Minha Vida, irá considerar estas informações levantadas pela FJP, distribuindo suas habitações entre os estados de maneira proporcional. O Ministério das Cidades terá um papel fundamental, visto que em novembro de 2023 irá redistribuir as unidades entre os estados que fizerem menos contratações.
Mudanças no Minha Casa Minha Vida
Analogamente, o Ministério das Cidades pretende atender municípios brasileiros menores, com no máximo 50 mil habitantes. O objetivo é oferecer o financiamento nestas localidades, já que anteriormente, os projetos das construtoras não chegavam a essas regiões do país, por terem uma população reduzida.
Vale ressaltar que foi o Congresso Nacional quem solicitou primeiramente as alterações no Minha Casa, Minha Vida. Dessa maneira, espera-se que as prefeituras dos municípios possam conduzir o procedimento para a qualificação dos projetos e do terreno, onde os imóveis inscritos no programa serão construídos.
O Governo Federal, através das mudanças no programa habitacional, tem como objetivo principal reduzir o risco às empresas participantes. As construtoras, dessa maneira, irão adquirir as áreas para a construção depois da aprovação do projeto. Podemos destacar entre as alterações, a prioridade para a seleção dos terrenos.



