O Governo Federal deverá contar com mudanças no arcabouço fiscal, mas novo salário mínimo e valor do Bolsa Família ficarão de fora. Nesse sentido, em reunião com sua equipe na última segunda-feira, 15 de maio, o presidente Lula traçou a estratégia para aprovar o novo arcabouço fiscal.
Lula disse que concorda com o texto, o qual traz manobras para impedir o aumento de gastos em casos de descumprimento da meta fiscal. Contudo, o presidente também defende que o reajuste do salário mínimo e o aumento das parcelas do Bolsa Família não estejam na nova regra fiscal.
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Assim, o deputado Cláudio Cajado, relator do tema, deverá incluir em seu relatório as alterações. Para o próximo ano, portanto, o objetivo é zerar o déficit público. O parlamentar faz parte do grupo aliado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.
Porque não incluir o Bolsa Família e o salário mínimo?
A saber, o presidente Lula teme que o governo não possa promover o aumento das despesas obrigatórias. Assim, isso poderia fazer com que a gestão não consiga efetuar o pagamento de um novo salário mínimo com ganhos reais. Isto é, acima do índice da inflação.
A elevação do valor do piso nacional e o reajuste das parcelas do Bolsa Família foram promessas do presidente no decorrer de sua campanha eleitoral, em 2022. Desse modo, Lula considera crucial a manutenção destes dois pontos para o aumento do combate à fome e a pobreza no país.
Durante o encontro, o presidente também fez questão de dar orientações a membros de sua equipe. Portanto, ele solicita que o PT não apresente emendas ao relatório da proposta, desde que o novo salário mínimo e as parcelas do Bolsa Família não estejam na regra fiscal.
Além disso, o presidente Lula quer que a nova regra fiscal tenha aprovação na Câmara dos Deputados ainda durante esta semana, preferencialmente na sessão desta terça-feira, 16 de maio. Isto é, antes que o líder do país viaje para o encontro do G-20, marcado para acontecer no Japão.
Recentemente, o ministro Fernando Haddad, líder do Ministério da Fazenda, foi encarregado por Lula a se encontrar com Arthur Lira para fechar as negociações durante esta segunda-feira. Desse modo, ele foi se encontrar com Lira e o relator da proposta, deputado Cláudio Cajado.
Bolsa Família estará no novo arcabouço fiscal?
A Coalização Direitos Valem Mais reúne mais de cem entidades. Assim, esta publicou, durante esta segunda-feira, 15 de maio, uma carta aberta ao governo. O objetivo é de solicitar que o programa Bolsa Família não esteja na nova regra fiscal.
A proposta, então, foi apresentada no início do mês de março e possui o objetivo de equilibras as contas públicas. Isto é, impedindo o crescimento da dívida pública do Brasil.
Além do principal programa de transferência de renda do Governo Federal, o grupo de entidades também solicita que os orçamentos dos setores da saúde, educação e de outras políticas sociais sejam retirados do novo arcabouço. Dessa forma, a finalidade é de evitar que recursos a essas áreas fiquem limitados.
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