O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do país. Todos os meses, a Caixa Econômica Federal realiza o repasse do benefício a milhões de famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e econômica no Brasil.
Em setembro, o Governo Federal destinou R$ 14,58 bilhões para o pagamento do benefício a 21,47 milhões de famílias. O valor médio recebido por cada beneficiário chegou a R$ 686,89 no mês passando, figurando como a segunda maior parcela mensal já paga pelo Bolsa Família, atrás apenas do valor médio de junho (R$ 705).
Aliás, vale destacar que o Bolsa Família não é o único programa do governo. Existem outros benefícios sociais, através dos quais o Planalto consegue suprir as necessidades básicas dos brasileiros cuja renda familiar é incapaz de permitir-lhes acessa a todos os direitos que lhes são garantidos pela Constituição Federal.
Importância do Cadastro Único
Em resumo, o governo possui diversos instrumentos para identificar e caracterizar as pessoas de baixa renda do país. O grande destaque fica com o Cadastro Único (CadÚnico), que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A saber, o CadÚnico permite o ingresso em programas sociais do país, como o Bolsa Família. No entanto, as famílias inscritas não entram automaticamente nos programas do governo, pois cada benefício possui regras específicas que permitem a entrada de novos beneficiários.
Portanto, a inscrição no CadÚnico não garante o ingresso automático nos programas sociais do país. Contudo, a entrada nos benefícios só poderá acontecer se a pessoa estiver inscrita no Cadastro Único.
Veja como se inscrever no CadÚnico
De acordo com as regras definidas pelo Governo Federal, o CadÚnico surgiu para inserir as famílias mais pobres do país em programas sociais. Assim, apenas os cidadãos de baixa renda podem se inscrever para receber os benefícios.
Veja quais são os requisitos para fazer a inscrição no CadÚnico:
- Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 660);
- Famílias com renda mensal total de até 3 salários mínimos (R$ 3.960);
- Famílias com renda mensal superior a meio salário mínimo por pessoa, mas que estejam vinculadas ou pleiteando a permanência em programa ou benefício que utilize o Cadastro Único em suas concessões;
- Pessoas que vivem em situação de rua, seja sozinha, seja com a família.
Para se inscrever no programa de dados do governo, a pessoa deverá comparecer a algum Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou posto do Cadastro Único. No local, o cidadão passará por uma entrevista com perguntas sobre a composição familiar.

Quais documentos devo levar ao CRAS?
O comparecimento ao CRAS é necessário para que as pessoas respondam questionamentos sobre rendimentos, despesas e características do domicílio e dos membros da família. As respostas devem ser verdadeiras para que os usuários não tenham os benefícios bloqueados em caso de inconsistência dos dados.



