O Ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT) disse em entrevista nesta terça-feira (20) que novos cortes podem ser concretizados no Bolsa Família. De acordo com ele, a pasta ainda segue em processo de análise e de atualização dos dados e informações de cada um dos usuários do programa de assistência social.
“A meta é chegar até dezembro com um Cadastro Único muito eficiente, como já foi no passado. Ele estava desatualizado com dados desde 2016. Já temos mais de 12 milhões de famílias atualizadas, mas ainda temos que chegar a um total de 21 milhões. A cada vez mais estamos encontrando pessoas que não tinham o direito e que foram excluídas”, disse o Ministro.
Segundo Wellington Dias, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram excluídas do programa Bolsa Família desde o início deste ano. O Ministro argumenta que os cancelamentos ocorrem porque o Ministério estaria descobrindo que várias pessoas recebiam o dinheiro do benefício, mesmo sem cumprir as regras de limite de renda.
Hoje, as normas gerais do Bolsa Família indicam que é necessário ter uma renda per capita de até R$ 218 para ter direito de seleção. Se o cidadão já está dentro do programa e teve um aumento de renda depois da entrada, pode seguir dentro do benefício por mais dois anos, desde que esta renda per capita não ultrapasse a marca de meio salário mínimo, ou seja, R$ 660.
“Mais de 1,5 milhão de pessoas já foram excluídas. Elas estão saindo por causa do tamanho da renda, por causa do emprego. Nós estamos tendo notícias boas, geramos mais de 700 mil empregos no Brasil. A equipe econômica do Governo está garantindo condições para que as pessoas tenham uma elevação da renda”, disse ele.

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Se, por um lado, o Ministro reconhece que muitas pessoas tiveram as suas contas excluídas do Bolsa Família, por outro há a ideia de que outros cidadãos conseguiram entrar no benefício social. Tais seleções ocorreram por causa da realização da chamada busca ativa pelos municípios.


