A ideia original do vale-gás nacional é fazer com que o Governo Federal repasse para a população ao menos a metade do preço médio de um botijão de 13kg. Assim, o cidadão que faz parte da folha de pagamentos do benefício tem a possibilidade de receber 50% do valor e colocar os outros 50% do próprio bolso para poder comprar o utensílio.
No entanto, a realidade é diferente para boa parte dos usuários do programa social. Segundo as informações oficiais divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), 23 estados e o Distrito Federal (DF) registram um preço médio do botijão mais caro do que o dobro do que é pago pelo Governo Federal no vale-gás neste momento.
Conforme dados do Ministério da Cidadania, o programa em questão paga neste mês de junho um valor unitário de R$ 53 por família. Ninguém pode receber mais nem menos do que o patamar. Ainda segundo a pasta, estima-se que pouco mais de 5,6 milhões de brasileiros estejam aptos ao recebimento do benefício neste momento.
A maioria deles precisa tirar um dinheiro maior do próprio bolso para conseguir pagar o botijão. A ANP aponta que o caso mais grave é registrado no estado do Mato Grosso. Por lá, o preço médio do utensílio no mês de maio foi de R$ 134,86. Nesse sentido, o valor dos pagamentos do vale-gás por lá deveriam ter sido de R$ 67, para chegar aos 50% exigidos.
Entretanto, é importante lembrar que a conta que o Governo Federal faz não leva em consideração apenas os valores médios do botijão neste mês de maio ou mesmo de junho. Eles consideram todo o acumulado médio dos últimos seis meses. Por esta visão, eles podem pagar um pouco menos do que o previsto inicialmente.


