Os supercomputadores são máquinas com capacidade de memória e velocidade de processamento incomparáveis com os computadores que usamos no dia a dia. Isso é necessário pois essas supermáquinas são utilizadas para, praticamente, “predizer o futuro”.
Os computadores de alto desempenho (HPC, na sigla em inglês) são usados para processamento paralelo, cálculos complexos e tarefas extensas e intensivas, que exigem na ordem de quatrilhões de cálculos por segundo. Geralmente, são empregados para pesquisas científicas em áreas como óleo e gás, mudanças climáticas e medicina, que contam com grandes volumes de dados.
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A Atos, uma consultoria especializada em montar essas máquinas, é uma das principais referências do setor quando o assunto são supercomputadores. A empresa desenvolveu supermáquinas que atendem a diversas finalidades para diferentes continentes, com diversas delas computadas na Top500.org — lista de HPC mais potentes do planeta. Globalmente, são 40 supercomputadores integrados pela companhia presentes no ranking, sendo quatro no Brasil.
Veja abaixo como alguns de seus supercomputadores são usados ao redor do mundo.
Dragão — Brasil
Listado na posição 55ª do ranking da Top500.org de novembro/2021 — lista de HPC mais potentes do planeta —, o supercomputador Dragão foi adquirido pela Petrobras no fim de 2020, e ocupou a posição 46ª em junho/2021.
O Dragão foi projetado pela empresa para gerar imagens representativas da geologia abaixo do fundo do mar, onde ficam as camadas de pré-sal. São analisadas centenas de quilômetros quadrados, a milhares de metros de profundidade e isso é fundamental para as descobertas de novas jazidas de óleo e gás. Essa é uma tarefa impossível para um computador convencional. Para o HPC Dragão, no entanto, é possível realizá-la com agilidade e precisão.
Atlas — Brasil
Também pertencente à Petrobras, o Atlas está na 107ª posição do ranking atual do Top500.org, quando lançado, ocupou a posição 56ª na lista de junho/2020. Esse tem uma das maiores capacidades de processamento da região latino-americana — o equivalente à soma de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração. Assim como o Dragão, o Atlas é utilizado para gerar imagens e análises das camadas de pré-sal.
Mahti — Finlândia
Inaugurado em 2020 no Centro Finlandês de TI para Ciência, o supercomputador Mahti é o mais rápido dos países nórdicos. Ele está sendo utilizado por pesquisadores para avançar com projetos de pesquisa que incluem modelagem do efeito das mudanças climáticas nas camadas de gelo da Antártida e no nível do mar, usando inteligência artificial para simular o crescimento de nanotubos de carbono e a reconstrução do efeito da tempestade espacial geomagnética de Carrington. Atualmente, ocupa a posição 92 do ranking atual do Top500.



