O Governo Federal vem se preparando para o Concurso Nacional Unificado (CNU). Isto é, uma iniciativa que irá aplicar provas seletivas para diversos órgãos federais ao mesmo tempo. Trata-se, então, de um formato semelhante ao ENEM, ou seja, prova de vestibular unificada que possibilita a candidatura a diferentes universidades.
Além disso, desde o início do ano a gestão também vem autorizando mais concursos públicos, de forma que os órgãos iniciassem suas próprias seleções. Até junho de 2023 já eram quase 6.000 vagas liberadas.
Por esse motivo, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) lançou o Guia Referencial para Concursos Públicos.
Assim, este documento poderá dar maiores informações sobre como funciona todo o caminho entre a preparação do órgão para o pedido de autorização até o fim do certame.
No que diz respeito ao Concurso Nacional Unificado, o governo têm a expectativa de que o edital saia ainda em dezembro deste ano e as provas serão em fevereiro de 2024, com um total de 7.826 vagas no Poder Executivo.
Para participar da modalidade, os órgãos federais que têm interesse devem se manifestar até o dia 29 de setembro. Apenas dessa forma, portanto, poderão incluir suas vagas para concorrência unificada.
A nova modalidade de concurso terá a organização dos seguintes órgãos:
- Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
- Inepe (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira);
- Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada);
- Enap (Escola Nacional de Administração Pública);
- AGU (Advocacia-Geral da União).
Depois de sua homologação, a vigência do edital será de dois anos, com possibilidade de prorrogar por mais dois anos.
Secretário fala sobre concursos
Com a apresentação do Guia Referencial para Concursos Públicos, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., comentou sobre o Concurso Nacional Unificado.
“Este projeto é inovador e ousado. Com isso, criamos um critério de justiça de acesso às vagas públicas como nunca ocorreu antes na história do Brasil”, declarou.
As explicações foram em live do dia 1º de setembro. Na ocasião, José Celso Cardoso Jr. declarou que a criação do novo modelo se iniciou com a procura de órgãos federais que já possuem autorização para iniciar um concurso público. Segundo eles, haveriam dificuldades para organizar os certames de forma independente.
Portanto, a unificação das vagas abertas de diversos órgãos federais em um único concurso poderia facilitar o procedimento. Atualmente, algo próximo deste modelo é o concurso unificado do TSE, em que as vagas se destinam a diferentes Tribunais Regionais diferentes.
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No entanto, neste caso, as carreiras e áreas de atuação são semelhantes, se não iguais, quando no Concurso Nacional Unificado as vagas serão bem diversas.
Como será o Concurso Nacional Unificado?
Até o momento ainda não é possível ter todos os detalhes sobre o novo modelo. Contudo, já se sabe que a prova teria aplicação em dois turnos, da seguinte forma:
- Primeira etapa de provas objetivas acerca de conhecimentos gerais;
- Segunda etapa de provas com questões específicas e dissertativas a partir de blocos temáticos.
Além disso, a expectativa é de que esta ocorra no dia 25 de fevereiro de 2024, com publicação dos resultados da primeira fase até abril do mesmo ano.



