A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Transição em primeiro turno. Este é o texto que garante a manutenção do valor do Bolsa Família na casa dos R$ 600 no próximo ano, e libera um adicional de R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade. A proposta recebeu 331 votos favoráveis. Eram necessários 308.
A decisão final acabou sendo uma vitória apenas parcial para o governo eleito. Afinal de contas, a equipe de Lula (PT) queria aprovar o texto nos dois turnos logo nesta terça-feira (20). Contudo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) decidiu atender aos pedidos da oposição e deixou a votação do segundo turno para a quarta-feira (21).
Seja como for, em relação ao número de votos a equipe de Lula comemorou. A avaliação é de que, assim como aconteceu no Senado Federal, eles também obtiveram uma vitória para além da margem que eles estavam aguardando. O texto, no entanto, deverá passar por uma alteração, fazendo com que o documento tenha que voltar a ser analisado pelo Senado.
O texto da PEC amplia o teto de gastos em mais R$ 145 bilhões, permitindo assim a manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600, e a criação de um adicional de R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade. O texto diz ainda que o novo governo poderia usar até R$ 23 bilhões do excedente da arrecadação para investimentos.
Estes pontos já foram aprovados no Senado e devem seguir inalterados na Câmara dos Deputados. Contudo, nesta nova votação, os parlamentares decidiram diminuir a duração da validade da PEC de dois para apenas um ano, o que significa dizer que mesmo em caso de aprovação, Lula teria que voltar a dialogar com o Congresso para conseguir mais uma liberação no final de 2023.



