O Banco do Brasil ainda não bateu o martelo sobre uma possível liberação do crédito consignado na instituição. Em declaração dada nesta quinta-feira (11), o presidente do banco, Fausto Ribeiro, disse que está analisando as possibilidades antes de tomar qualquer decisão. A regulamentação por parte do Ministério da Cidadania ainda não foi feita.
“Estamos, em conjunto com a Caixa, fazendo uma análise sobre a questão da forma, de como isso vai ser implementado, da forma de consignação, os prazos, as condições financeiras, e em breve vamos ter um posicionamento em relação a esse tema”, disse Ribeiro durante uma conversa sobre o tema com diversos jornalistas.
“Estamos, como um banco de mercado, buscando alternativas. E se a gente achar que deve entrar, porque a linha oferece condições satisfatórias, para que a gente tenha segurança na questão de risco e boa condição financeira, seguramente nós ingressaremos”, seguiu o presidente da Caixa, sem sinalizar qualquer decisão final.
“A prestação tem que caber no bolso para fazer sentido, mas também, por outro lado, tem que trazer um retorno adequado aos acionistas, e essa posição que vai ser levada em consideração”, disse ele. Nesse sentido, cabe lembrar que existem muitos questionamentos sobre a liberação do consignado para um público notadamente mais vulnerável.
“(O presidente) pediu para todos os bancos olharem para esse público, que é um pouco mais vulnerável, dependente desses recursos. Ele não entrou em méritos específicos sobre qual seria a taxa, só pediu aos bancos que levassem em consideração a vulnerabilidade desse público e oferecessem taxas realmente condizentes com o que cabe no bolso desse pessoal”, completou ele.



