Dentro de mais algumas semanas, o Governo Federal deve iniciar o processo de liberação do consignado para os usuários do programa Auxílio Brasil. Considerando que o procedimento só começa mesmo em setembro, como previu o Ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, os descontos só aconteceriam depois das eleições.
O consignado do programa Auxílio Brasil deve funcionar nos mesmos moldes do sistema que é visto hoje para os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O cidadão solicita o dinheiro e passa a ter que pagar a quantia de volta para o banco na forma de descontos no benefício. A margem consignável será de 40%, ou seja, até R$ 160 de corte por mês.
Caso o cidadão solicite o dinheiro em setembro, ele só teria que começar a quitar a dívida em outubro, mais precisamente depois do primeiro turno das eleições, que está marcado para o dia 2 de outubro. Informações de bastidores colhidas pelo jornal O Globo indicam que o plano do Governo Federal foi justamente adotar esta estratégia.
A Medida Provisória (MP) que libera o consignado para os usuários do Auxílio está oficialmente aprovada pelo Congresso Nacional há quase dois meses. Neste meio tempo, milhares de beneficiários do programa chegaram a fazer campanhas nas redes sociais para pedir pela liberação do dinheiro. O Ministério da Cidadania dizia apenas que o processo estava em construção.
A pasta não explicava ao certo o porquê da demora. Com a decisão de liberar o consignado apenas em setembro, parte dos eleitores mais pobres poderão receber o dinheiro pouco antes da eleição. Logo depois, eles começam a ter o corte no programa social pouco depois do pleito. O Governo Federal nega que a intenção tenha sido eleitoral.


