O Banco Central criou o Pix – sistema de transferências bancárias instantâneas – no ano de 2020, revolucionando os meios de pagamento no Brasil. A ferramenta se mostrou um grande sucesso, tendo um crescimento expressivo nos últimos três anos, principalmente pela sua praticidade e gratuidade. Com isso, o sistema é utilizado diariamente por milhões de brasileiros para compras, pagamentos de contas, entre outras situações.
Sendo assim, o Banco Central irá receber a premiação BRAVO Beacon of Innovation Award pela criação do Pix. O prêmio deve ser entregue no dia 20 de outubro pela organização Council of the Americas (COA).
De acordo com a instituição financeira, o sistema de pagamentos instantâneos está sendo reconhecido por sua inovação, e também por ser um modelo mundial de inclusão financeira. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, irá presencialmente até uma cerimônia em Miami, nos Estados Unidos, para receber o prêmio.
Segundo a COA, “desde o seu lançamento, há menos de três anos, o Pix tem tido um tremendo sucesso, sendo agora usado por mais de 700 instituições financeiras e por 80% dos brasileiros adultos, promovendo inclusão financeira no Brasil sem precedentes”.
A Council of the Americas completou dizendo que o Pix vem transformando o ecossistema dos serviços financeiros no Brasil, e que está “liderando os pagamentos no setor de varejo e reduzindo os desafios associados aos pagamentos e transferência de dinheiro”.
Inclusão financeira
Como dito, um dos principais motivos que trará o prêmio ao Banco Central, e também da importância do Pix, é a inclusão financeira promovida pela ferramenta. Nesse sentido, um estudo do BC demonstrou que, até dezembro de 2022, cerca de 71 milhões de pessoas foram beneficiadas por essa inclusão financeira. Além disso, o estudo demonstrou que os estados brasileiros com menor número de agências bancárias são os que mais utilizam o sistema de pagamentos instantâneos.

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Sendo assim, os estados do Amazonas e Amapá apresentam a maior quantidade de Pix por usuário, com 26 e 24 operações, respectivamente. Por outro lado, São Paulo aparece com 18, seguido do Rio de Janeiro com 19. Lembrando que o estudo do BC levou em consideração a média de transações no período entre novembro de 2020 e dezembro de 2022.



