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Desenrola: o que se sabe sobre o novo app do programa

Por Aécio de Paula· 4 min de leitura

Atualizado em

Desenrola: o que se sabe sobre o novo app do programa

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O Governo Federal iniciou nesta semana o processo de negociação de dívidas com base no sistema do Desenrola. Contudo, nesta primeira fase o programa atende apenas as pessoas da chamada Faixa 2. São brasileiros que possuem dívidas de até R$ 20 mil contraídas até o final do ano passado exclusivamente em bancos.

A Faixa 1, que vai atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de trabalhadores que ganham até dois salários mínimos ainda não começou a ser atendida. De acordo com o Ministério da Fazenda, estes cidadãos ainda terão que esperar mais algumas semanas para começarem a negociar as suas dívidas.

O motivo da demora

Em entrevista à Globo News nesta terça-feira (18), o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, explicou que a Faixa 1 ainda não começou a ser atendida porque o Governo Federal ainda precisa realizar uma espécie de leilão para definir quais são as empresas dispostas a garantir os maiores descontos.

Para além disso, há ainda um segundo motivo: a não conclusão do app oficial do Desenrola. O aplicativo será crucial para o projeto, e ainda não está pronto de fato. De acordo com o Ministério da Fazenda, a aplicação ainda precisará ser testada antes de ser apresentada ao grande público. A previsão mais otimista, é que de que apresentação ocorra apenas em setembro.

Desenrola: o que se sabe sobre o novo app do programa
Desenrola foi lançado oficialmente nesta semana. Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O que se sabe sobre o novo app do Desenrola

  • Download

Ainda de acordo com Guilherme Melo, a nova aplicação precisará ser baixada na loja de aplicativo do celular do usuário. Haverá versões disponíveis para Androids e também iOS. Não será preciso pagar nenhum tipo de taxa, já que se trata de um app gratuito.

  • Criação de conta

Ao abrir o aplicativo, o cidadão vai entrar em sua conta através do seu CPF. O sistema vai funcionar dentro do gov.br. Assim, se o indivíduo ainda não tem uma conta dentro deste sistema do Governo Federal, ele pode criar uma do zero para já se preparar para o lançamento.

  • Lista de débitos

Quando o app do Desenrola for lançado, o cidadão poderá conferir a lista completa dos seus débitos oficiais. Além disso, ele também vai conseguir ver qual é o desconto que o credor está oferecendo para que ele quite a sua dívida. O indivíduo poderá aceitar ou negar a proposta que está sendo oferecida.

  • Dívidas de R$ 100

O Governo já confirmou que as pessoas que têm dívidas de até R$ 100 terão o nome limpo automaticamente. Mas o débito não vai deixar de existir. Ele também poderá ser negociado através do aplicativo que vai ser lançado no próximo mês de setembro.

  • O Pix

A própria aplicação vai oferecer a opção de pagamento da dívida através do sistema do Pix. Esta será uma boa escolha sobretudo para os cidadãos que desejam quitar toda o valor de uma só vez. De todo modo, o sistema também vai oferecer a ideia de parcelar a dívida com juros de até 1,99% ao mês.

  • Cuidado com golpes 

Até que o app seja lançado, o indivíduo que faz parte da Faixa 1 precisa evitar a realização do download de qualquer outro aplicativo supostamente relacionado ao Desenrola em seu celular. Nos últimos dias, quadrilhas estão se aproveitando do momento para aplicar golpes em várias pessoas.

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Desenrola

O Desenrola foi uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do ano passado. Nesta terça-feira (18), o petista celebrou os primeiros dados do programa.

“O que tá acontecendo com o Desenrola é uma mudança extraordinária. Quem ganha até 20 mil reais pode renegociar sua dívida, tem banco dando desconto de até 96%. Vamos permitir que a população possa voltar a limpar seu nome. E em setembro chega o aplicativo para negociar com o varejo”, disse o presidente em sua live semanal.

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Aécio de Paula

Escrito por

Aécio de Paula

Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em Direitos Humanos com foco em discurso de defesa das minorias sociais em processos eleitorais internacionais.

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