A pedido do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), o Tribunal de Contas da União (TCU) deverá entregar nesta semana uma espécie de relatório com detalhes sobre possíveis áreas em que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) teria gerido mal o dinheiro público. O documento vai apontar para 29 temas, e um deles é a gestão do Auxílio Brasil.
Segundo informações de bastidores, o presidente em exercício do TCU, Bruno Dantas, recebeu a solicitação de Alckmin e pediu para que os agentes do Tribunal trabalhassem no relatório o mais rapidamente possível. O objetivo é entregar o documento ao vice-presidente eleito para que ele possa usar as informações no governo de transição.
Especificamente sobre o Auxílio Brasil, o TCU deverá dizer que o programa estaria mal gerido e mal distribuído. Eles sugerem que o novo governo realize uma espécie de pente fino para definir quem são realmente as pessoas que precisam seguir recebendo o dinheiro do projeto, que a partir de 2023 voltará a ser chamado de Bolsa Família.
O TCU deve apontar que estas 29 áreas de risco apresentam falhas como fraude, desperdício, abuso de autoridade, má gestão ou “necessidade de mudanças profundas para que os objetivos das políticas públicas sejam cumpridos”. Tecnicamente os pagamentos do Auxílio Brasil se encaixariam em alguns destes problemas citados.
Quando se fala apenas sobre as fraudes, por exemplo, a avaliação do TCU é de que o prejuízo estimado para as contas públicas já tenha ultrapassado a marca de R$ 5,65 bilhões durante o governo Bolsonaro. Considerando o ano de 2020, quando os pagamentos do Auxílio Emergencial ocorreram, teriam sido identificadas mais de 2,4 milhões de ocorrências de fraudes.



