O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) anunciou ainda no final da última semana a criação de um novo crédito de R$ 150 milhões dentro do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Segundo o presidente, desta vez o foco do novo crédito são os empreendedores que foram oficialmente e comprovadamente afetados pelo apagão da cidade de São Paulo, que ocorreu depois dos fortes temporais da última semana.
“Vocês viram ao apagão que está tendo em São Paulo. Ontem eu pedi ao [Fernando] Haddad e à Casa Civil para trabalharem porque nós vamos fazer para a cidade de São Paulo o mesmo que nós fizemos para o Rio Grande do Sul”, disse o presidente Lula ainda na última sexta-feira (18).
Milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica na cidade, e muitos desses cidadãos tiveram grandes prejuízos.
“As pessoas que tiveram prejuízo por conta do apagão, que perderam geladeira, que perderam a sua comida, o pequeno comerciante que perdeu alguma coisa… Nós vamos estabelecer uma linha de crédito para que as pessoas possam se recuperar e viver muito bem”, disse o presidente da República.
“Eu não quero saber de quem é a culpa. Eu quero saber quem é que vai dar a solução”, concluiu Lula.
Como vai funcionar o novo crédito
Mas afinal de contas, como vai funcionar o novo crédito anunciado pelo presidente Lula? Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) falou sobre o assunto.
De acordo com o chefe da pasta econômica, a ideia é liberar o crédito aos empreendedores e pequenas empresas atingidas pelo apagão em São Paulo.
Estamos falando, portanto, de cerca de 380 mil empresas localizadas na Grande São Paulo. A medida não valerá para pessoas físicas, assim como tinha anunciado Lula no final da última semana.
“O cidadão, em geral, recorre à própria concessionária, que deve repor o bem quando este sofrer dano. Em virtude do apagão, se ele sofreu dano na residência, pode requerer à concessionária a reposição desse bem”, disse Haddad.



