Os fatos que provocaram o apagão energético no Brasil na última terça-feira (16) estão começando a aparecer. Nesta quarta-feira (17), a Eletrobras informou que a interrupção parcial de energia elétrica ocorreu devido a uma falha de natureza sistêmica em uma linha de transmissão.
“A Eletrobras informa que identificou o desligamento da linha de transmissão 500kV Quixadá II/Fortaleza II, por atuação indevida do sistema de proteção, milissegundos antes da ocorrência de 15/08/2023, às 8h31, envolvendo o Sistema Interligado Nacional – SIN“, explicou a empresa.
Embora a empresa tenha informado que houve esse desligamento da linha de transmissão, ela afirmou que esse fato não provocaria o apagão geral no Brasil. Em outras palavras, o desligamento não teria força suficiente para uma interrupção do fornecimento de energia no país. Por isso, a Eletrobras ainda investiga o que provocou o apagão.
“Ressalta-se que o desligamento da citada linha de transmissão, de forma isolada, não seria suficiente para a abrangência e repercussão sistêmica do ocorrido. As redes de transmissão do SIN são planejadas pelo critério de confiabilidade “n-1″, de modo que, em caso de desligamento de qualquer componente, o sistema deve ser capaz de permanecer operando sem interrupção do fornecimento de energia“, explicou a Eletrobras, em nota.
Senacon envia notificação à Eletrobras
Nesta quarta-feira (16), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou a Eletrobras para prestar esclarecimentos sobre o apagão. Em resumo, a Senacon visa proteger os direitos dos consumidores e garantir que a prestação de serviços essenciais ocorra com transparência e eficiência no país. A propósito, a Senacon faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“A Eletrobras tem a obrigação de esclarecer ao povo brasileiro o que aconteceu e qual foi a causa desse apagão. Ela tem que informar ao povo brasileiro que medidas de manutenção e de bom funcionamento a empresa vem adotando para o sistema“, disse o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous.
“É inaceitável o que aconteceu. Vinte e cinco estados e o DF ficaram às escuras durante um longo período, com prejuízo a milhares e milhares de consumidores, sejam eles pessoas físicas ou pessoas jurídicas“, acrescentou.
Apagão atinge 26 das 27 UFs
O apagão energético afetou cerca de 29 milhões de pessoas em quase todo o país. A falta de energia atingiu 26 das 27 unidades federativas (UFs), com exceção de Roraima, cuja população não sofreu com a interrupção do fornecimento de energia elétrica. Aliás, o estado nortista não foi afetado porque não está ligado ao sistema nacional.




